OPEP+ define extensão de cortes voluntários No domingo, a OPEP+ decidiu por estender os cortes voluntários que somam 2,2 mbpd até junho de 2024, apoiando os preços do petróleo em meio preocupações de um balanço global. A decisão de Rússia em diminuir a produção e exportação de petróleo em 471 kbpd adicionais durante o segundo trimestre, por sua vez, surpreendeu o mercado. Em geral, o anúncio mostra que ainda existe certa coesão dentro do grupo, conforme os países membros seguiram aceitando a perda de market-share para tentar manter preços mais elevados, mas ainda resta saber como a produção da OPEP+ deve se manter nos próximos meses tratando-se de um corte voluntário e se essa queda da oferta pode representar um déficit no balanço global em meio ao crescimento da produção de países como Estados Unidos, Brasil e Guiana, por exemplo.
Dificuldade de estabelecer cessar-fogo A última semana foi marcada por movimentações no Oriente Médio, com as hostilidades impedindo a definição de um cessar-fogo e aumentando as tensões em Gaza. No Mar Vermelho, o grupo houthis seguiu atacando navios comerciais e levando a um vazamento de petróleo na região, além de afundar uma embarcação na semana passada. Conversas sobre um cessar-fogo têm sido realizadas nos últimos dias, com os Estados Unidos defendendo um acordo antes do início do Ramadã, que inicia na próxima semana. Apesar de não impactar diretamente a produção de petróleo, a situação em Gaza ainda influencia os preços do Brent e o sentimento do mercado, sendo um ponto de atenção ao longo da semana a depender da evolução dos acordos diplomáticos.
Produção de petróleo no Brasil De acordo com a ANP, a produção de petróleo no Brasil atingiu 17,34 milhões de m³ em janeiro – um avanço de 7,5% no comparativo anual. O resultado também é o maior para o mês de janeiro na série histórica, apesar de ser também o menor valor da série desde ago/23. Em geral, a expectativa é de que o Brasil registre um crescimento da produção em 2024, estendendo o resultado positivo do ano passado e atuando para equilibrar o balanço global da commodity, especialmente em meio aos cortes da OPEP+, aumentando suas exportações.
Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (04), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em maio/24 operando em USD 83,27 bbl (-0,34%) até as 08h30. A possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e Hamas pressiona as cotações do óleo bruto ao longo dessa manhã, além da expectativa sobre políticas de estímulo na China.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,835/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,08% na sessão passado, alcançando USD 9,94245/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,78%, alcançando USD 1,886 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,16%, próximos a USD 9,927 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.