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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

OPEP anuncia extensão dos cortes produtivos, apoiando petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam alta de 2,362%, negociadas a USD 83,55 bbl na última sexta-feira (01), enquanto o WTI também registrou avanço semanal de 4,55%, negociado em USD 79,97 bbl.

Os futuros encontraram alguns fatores de suporte ao longo da semana, especialmente nos rumores de uma extensão dos cortes produtivos da OPEP+ para o segundo trimestre, que se confirmaram nesse final de semana. Além das decisões do grupo, o avanço de ataques no Mar Vermelho e a situação em Gaza contribuíram para aumentar os riscos do mercado. No entanto, dados macroeconômicos menos positivos e a perspectivas envolvendo a política monetária do Fed ainda impactam as cotações, limitando a alta semanal.   


OPEP+ define extensão de cortes voluntários No domingo, a OPEP+ decidiu por estender os cortes voluntários que somam 2,2 mbpd até junho de 2024, apoiando os preços do petróleo em meio preocupações de um balanço global. A decisão de Rússia em diminuir a produção e exportação de petróleo em 471 kbpd adicionais durante o segundo trimestre, por sua vez, surpreendeu o mercado. Em geral, o anúncio mostra que ainda existe certa coesão dentro do grupo, conforme os países membros seguiram aceitando a perda de market-share para tentar manter preços mais elevados, mas ainda resta saber como a produção da OPEP+ deve se manter nos próximos meses tratando-se de um corte voluntário e se essa queda da oferta pode representar um déficit no balanço global em meio ao crescimento da produção de países como Estados Unidos, Brasil e Guiana, por exemplo.

Dificuldade de estabelecer cessar-fogo A última semana foi marcada por movimentações no Oriente Médio, com as hostilidades impedindo a definição de um cessar-fogo e aumentando as tensões em Gaza. No Mar Vermelho, o grupo houthis seguiu atacando navios comerciais e levando a um vazamento de petróleo na região, além de afundar uma embarcação na semana passada. Conversas sobre um cessar-fogo têm sido realizadas nos últimos dias, com os Estados Unidos defendendo um acordo antes do início do Ramadã, que inicia na próxima semana. Apesar de não impactar diretamente a produção de petróleo, a situação em Gaza ainda influencia os preços do Brent e o sentimento do mercado, sendo um ponto de atenção ao longo da semana a depender da evolução dos acordos diplomáticos. 

Produção de petróleo no Brasil De acordo com a ANP, a produção de petróleo no Brasil atingiu 17,34 milhões de m³ em janeiro – um avanço de 7,5% no comparativo anual. O resultado também é o maior para o mês de janeiro na série histórica, apesar de ser também o menor valor da série desde ago/23. Em geral, a expectativa é de que o Brasil registre um crescimento da produção em 2024, estendendo o resultado positivo do ano passado e atuando para equilibrar o balanço global da commodity, especialmente em meio aos cortes da OPEP+, aumentando suas exportações. 

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã (04), a sessão abriu em queda, com o contrato do Brent para vencimento em maio/24 operando em USD 83,27 bbl (-0,34%) até as 08h30. A possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e Hamas pressiona as cotações do óleo bruto ao longo dessa manhã, além da expectativa sobre políticas de estímulo na China.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,835/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,08% na sessão passado, alcançando USD 9,94245/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,78%, alcançando USD 1,886 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,16%, próximos a USD 9,927 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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