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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Ceticismo com metas chinesas pressiona petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última terça-feira (05), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 82,04 bbl (-0,92%) e a referência norte-americana a USD 78,15 bbl (-0,75%).

O petróleo estendeu a tendência de queda do início da semana em meio ao anúncio das metas de crescimento da China para 2024. Em geral, o objetivo de crescimento de 5% no ano foi considerado ambicioso pelo mercado, com os preços não conseguindo se recuperar em meio ao ceticismo com a meta e a ausência de estímulos econômicos na China para guiar esse movimento. Hoje pela manhã, o petróleo recupera parte das perdas com o aumento dos preços da Arábia Saudita para a Ásia.


API aponta alta dos estoques de petróleo nos Estados Unidos De acordo com o API, os Estados Unidos registraram mais uma semana de alta dos estoques de petróleo, em 423 mil barris de acordo com o instituto. O volume é bem abaixo das primeiras estimativas dos agentes, de quase 2,7 milhões de barris. Ademais, tratou-se de mais uma semana de contração dos estoques de derivados, com a gasolina e o diesel recuando em 2,7 e 1,7 milhões de barris, respectivamente. Um destaque do último reporte é o aumento da utilização das refinarias, em 2,8%, com a FUT se recuperando lentamente nas últimas semanas. Ademais, mercado aguarda a divulgação oficial do DOE para entender o mercado norte-americano e entender o comportamento da demanda doméstica no último período. 

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Arábia Saudita aumenta preços para Ásia Um dos fatores de suporte para o petróleo nessa manhã é a decisão da Arábia Saudita em aumentar os preços do contrato do Arab Light com entrega em abril para a Ásia. O preço oficial de venda passou de USD 1,5/ bbl para USD 1,7/ bbl acima da referência de Omã e Dubai e veio um pouco acima das estimativas iniciais do mercado. Trata-se do primeiro reajuste desde o anúncio da OPEP+ de extensão dos cortes produtivos até junho/24, medida que deve seguir limitando a produção saudita em até 1 mbpd em um período que se costuma verificar uma recuperação da demanda global por petróleo, especialmente na Ásia. 

Índia e as sanções contra o petróleo russo Pesquisas apontam que refinarias indianas estão tendo dificuldades em contratar petróleo russo após o reforço de sanções dos Estados Unidos contra o país em fevereiro. Diversas refinarias do país, inclusive estatais, estão diminuindo acordos com a Rússia que poderiam chegar a 500 kbpd de acordo com fontes do mercado – o equivalente a um terço das importações de petróleo da Índia. A Rússia se consolidou como a maior fornecedora de petróleo no país ao longo de 2023, mas as novas limitações de comércio podem forçar a diversificação de players, especialmente no Oriente Médio como a Arábia Saudita, aumentando as restrições no mercado físico em um momento de menor disponibilidade de petróleo com os cortes produtivos da OPEP+.

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (06), a sessão abriu em alta, com o contrato do Brent para vencimento em maio/24 operando em USD 82,57 bbl (+0,65%) até as 08h30. Mercado encontra apoio com a decisão da Arábia Saudita em revisar os preços do contrato para a Ásia, mas com investidores também aguardando o pronunciamento de Jerome Powell nessa quarta-feira para entender o direcionamento da política monetária nos Estados Unidos.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,957/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,92% na sessão passado, alcançando USD 9,76276/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,87%, alcançando USD 1,94 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,77%, próximos a USD 9,838 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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