Produção norte-americana opera em queda De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo subiram pela sexta semana seguida, alcançando 448,5 milhões de barris. O movimento segue a sazonalidade de anos anteriores, porém em uma velocidade menor, com o indicador se mantendo abaixo das médias históricas dos últimos cinco anos para o período. Apesar da alta, um fator que chamou atenção se deu na recuperação acelerada da demanda pela commodity no país, que alcançou 15,3 mbpd, ficando acima da média de anos anteriores e do observado em 2022. Além disso, foi registrado uma leve redução da produção doméstica, em 0,1 mbpd, com o aumento acelerado das importações – que alcançou o segundo melhor valor do ano – permitindo esse balanço superavitário ao longo da semana.
Em relação aos combustíveis, foram observadas fortes quedas das reservas, com o diesel e a gasolina registrando redução semanal na ordem de 4,13 e 4,41 mbpd, respectivamente. A diminuição dos estoques de diesel ocorre em meio a uma leve recuperação da demanda doméstica e a manutenção de uma oferta (produção e importação) fragilizada. Para a gasolina, a forte recuperação do consumo interno e exportações em alta contrabalanceia a expansão da produção e das importações no período, garantindo também essa reconstrução de estoques observada.
Novos ataques no Mar Vermelho De acordo com autoridades americanas e britânicas, novos ataques de mísseis promovidos pelo grupo houthi contra embarcações no estreito de Bab el-Mandeb ocasionou pela primeira vez a morte de duas pessoas. A situação elevou as tensões no Mar Vermelho, que não observa no curto prazo uma solução para as ofensivas e embates entre as forças militares dos EUA e Iêmen, em meio a confirmação de lideranças dos houthis de que os ataques continuarão enquanto Israel manter os seus avanços militares na região de Gaza. Apesar dos esforços para a consolidação de um cessar-fogo entre Israel e Hamas, o mercado observa com um certo pessimismo a firmação de um acordo, de modo que a instabilidade militar na região de Gaza e no Mar Vermelho deve se manter, afetando assim a movimentação de navios pelo local e o fluxo de petróleo e combustíveis em geral, fator que gera um encarecimento dos fretes e atraso nas entregas em determinadas regiões.
Importação de diesel em queda De acordo com os dados divulgados pelo MDIC ontem, as importações de diesel alcançaram 869 mil m³, marcando queda mensal de 18,1% e de 16,8% frente ao observado no mesmo período do ano passado. Apesar da baixa, o volume acumulado entre janeiro e fevereiro segue maior em relação ao ano passado, totalizando 1,93 milhão – alta de 7,6%. A redução da internalização do combustível reflete um aumento da oferta pelas refinarias domésticas – com a produção de diesel A alcançando 3,92 milhões de m³ em janeiro/24, expansão de 5,9% frente a janeiro/23 – e o início da aplicação de B14, reduzindo a mistura de diesel A no diesel B comercializado nos postos. Dentre os principais fornecedores, a Rússia seguiu liderando o ranking, representando 62% do total internalizado, seguido por Emirados Árabes Unidos (30%) e Estados Unidos (8%). No acumulado anual, a Rússia se mantém no principal posto, com 70% do mercado, com EUA e Emirados Árabes Unidos disputando o segundo e terceiro lugar no fornecimento ao Brasil.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,929/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,12% na sessão passado, alcançando USD 9,87224/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,73%, alcançando USD 1,943 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,84%, próximos a USD 9,789 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.