OPEP registra aumento da produção em fevereiro A última atualização do relatório mensal da OPEP+ apontou que o grupo aumentou sua produção em fevereiro em quase 203 kbpd, ficando mais um mês distante da meta dos cortes voluntários assumido pelos países membros no ano passado. O aumento em fevereiro se deveu, principalmente, à Líbia, conforme se teve a retomada da produção nos campos do país após a paralização em janeiro por protestos políticos, resultando na expansão de 144 kbpd no resultado do país. Vale ressaltar que a Líbia não estava entre os países que se comprometeram com os cortes voluntários, mas com estes ainda tendo dificuldades em restringir a oferta para atingir as metas – especialmente Iraque, Kuwait e Emirados Árabes – levando a produção do grupo para 26,5 mbpd. Trata-se do segundo mês que a OPEP ficou acima dos volumes produtivos acordados, e corrobora com a percepção de que o grupo não está comprometido com as metas de corte de oferta – que deveriam se estender até jun/24 – o que pode afetar os preços do petróleo e não ter o efeito desejado pelos países membros quando elaboraram essa política.
API aponta queda dos estoques de petróleo De acordo com o API, os estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos recuaram 5,5 milhões de barris na última semana, o que rompe com a tendência de recomposição das reservas que se observa desde janeiro. O movimento poderia ser explicado, ainda de acordo com o instituto, por uma forte contração das importações (-9,87 milhões de barris) em meio ao aumento da FUT das refinarias (+1,8%). Vale destacar que o valor diverge das estimativas de agentes do mercado, que ainda projetam um aumento dos estoques de petróleo, apesar de menor do que em semanas anteriores. Para os derivados, tanto o API quanto as projeções do mercado convergem, apontando uma contração dos estoques de diesel e gasolina, estendendo o movimento dos períodos anteriores. Ademais, mercado ainda aguarda a divulgação oficial do DOE para entender a movimentação das reservas.
Ucrânia volta atacar refinarias russas Em uma série de ataques recentes na Rússia, drones ucranianos voltaram a atingir refinarias no país, especificamente a refinaria de Ryazan, a maior da Rosneft. O impacto gerou um incêndio na unidade que tem capacidade de processamento de até 340 kbpd e atende a demanda por combustíveis de regiões próximas à Moscou, com a sequência de ataques desde o início da semana afetando refinarias que representam mais de 10% da capacidade de processamento do país. A tentativa da Ucrânia é de que esses ataques limitem a capacidade de abastecimento de combustíveis para as tropas russas, impactando também as exportações e as receitas geradas pelo comércio de derivados para o financiamento da guerra no país. Ainda não se tem maiores detalhes sobre o tamanho do dano gerado pelos últimos ataques, mas indica que o esforço ucraniano de minar a infraestrutura russa segue, e pode afetar o comércio internacional do país atuando juntamente com o novo pacote de sanções sobre o petróleo que entrou em vigor em fevereiro.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,714/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,35% na sessão passado, alcançando USD 9,74848/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,28%, alcançando USD 1,692 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,32%, próximos a USD 9,877 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.