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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo recua em meio a aceleração da inflação nos EUA
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última terça-feira (12), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 81,92 bbl (-0,35%) e a referência norte-americana a USD 77,56 bbl (-0,47%).

Foi uma sessão movimentada, com os futuros oscilando entre perdas e ganhos ao longo do dia, apesar de um intervalo limitado. A queda do dia refletiu a divulgação do CPI de fevereiro nos EUA um pouco acima do estimado, com alta mensal de 0,4% influenciada pelos preços da gasolina e custos de habitação. Além disso, o resultado da produção da OPEP+ em fevereiro se manteve elevado frente as metas de corte do grupo, o que também limitou a recuperação dos futuros. 

Hoje pela manhã (13), a sessão abriu em alta e revertendo o resultado dos últimos dias, com o contrato do Brent para vencimento em maio/24 operando em USD 82,98 bbl (+1,3%) até as 09h00. Mercado reflete a divulgação do API, que registrou uma queda dos estoques de petróleo nos Estados Unidos. Caso esse indicador se verifique na divulgação do relatório DOE hoje, será a primeira vez em sete semanas que se tem uma contração das reservas do país, podendo refletir uma melhora da demanda pelo óleo bruto. 


OPEP registra aumento da produção em fevereiro A última atualização do relatório mensal da OPEP+ apontou que o grupo aumentou sua produção em fevereiro em quase 203 kbpd, ficando mais um mês distante da meta dos cortes voluntários assumido pelos países membros no ano passado. O aumento em fevereiro se deveu, principalmente, à Líbia, conforme se teve a retomada da produção nos campos do país após a paralização em janeiro por protestos políticos, resultando na expansão de 144 kbpd no resultado do país. Vale ressaltar que a Líbia não estava entre os países que se comprometeram com os cortes voluntários, mas com estes ainda tendo dificuldades em restringir a oferta para atingir as metas – especialmente Iraque, Kuwait e Emirados Árabes – levando a produção do grupo para 26,5 mbpd. Trata-se do segundo mês que a OPEP ficou acima dos volumes produtivos acordados, e corrobora com a percepção de que o grupo não está comprometido com as metas de corte de oferta – que deveriam se estender até jun/24 – o que pode afetar os preços do petróleo e não ter o efeito desejado pelos países membros quando elaboraram essa política.    

API aponta queda dos estoques de petróleo De acordo com o API, os estoques comerciais de petróleo nos Estados Unidos recuaram 5,5 milhões de barris na última semana, o que rompe com a tendência de recomposição das reservas que se observa desde janeiro. O movimento poderia ser explicado, ainda de acordo com o instituto, por uma forte contração das importações (-9,87 milhões de barris) em meio ao aumento da FUT das refinarias (+1,8%). Vale destacar que o valor diverge das estimativas de agentes do mercado, que ainda projetam um aumento dos estoques de petróleo, apesar de menor do que em semanas anteriores. Para os derivados, tanto o API quanto as projeções do mercado convergem, apontando uma contração dos estoques de diesel e gasolina, estendendo o movimento dos períodos anteriores. Ademais, mercado ainda aguarda a divulgação oficial do DOE para entender a movimentação das reservas.  

Ucrânia volta atacar refinarias russas Em uma série de ataques recentes na Rússia, drones ucranianos voltaram a atingir refinarias no país, especificamente a refinaria de Ryazan, a maior da Rosneft. O impacto gerou um incêndio na unidade que tem capacidade de processamento de até 340 kbpd e atende a demanda por combustíveis de regiões próximas à Moscou, com a sequência de ataques desde o início da semana afetando refinarias que representam mais de 10% da capacidade de processamento do país. A tentativa da Ucrânia é de que esses ataques limitem a capacidade de abastecimento de combustíveis para as tropas russas, impactando também as exportações e as receitas geradas pelo comércio de derivados para o financiamento da guerra no país. Ainda não se tem maiores detalhes sobre o tamanho do dano gerado pelos últimos ataques, mas indica que o esforço ucraniano de minar a infraestrutura russa segue, e pode afetar o comércio internacional do país atuando juntamente com o novo pacote de sanções sobre o petróleo que entrou em vigor em fevereiro.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,714/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,35% na sessão passado, alcançando USD 9,74848/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,28%, alcançando USD 1,692 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,32%, próximos a USD 9,877 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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