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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo negociado acima de USD 90 bbl pela primeira vez em quase seis meses
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (04), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram a sessão em alta, com o primeiro sendo cotado a USD 90,65 bbl (+1,45%) e a referência norte-americana a USD 86,59 bbl (+1,36%).

O sentimento altista dos investidores se estendeu por mais uma sessão, levando os futuros do Brent a romperem a barreira de USD 90 bbl pela primeira vez desde outubro. Entre os fatores que apoiaram esse movimento, destaca-se os riscos envolvendo o Oriente Médio em meio o acirramento de tensões entre Israel e Irã, além das preocupações com o balanço global de petróleo diante de perspectivas mais positivas para o continente asiático. Dessa forma, os contratos do óleo bruto se encaminham para uma semana de alta, avançando quase 5,3% em relação ao último período.

Hoje (05), o contrato do Brent para vencimento em junho/24 é negociado em torno de USD 90,8 bbl (+0,1%) até as 09h30, mantendo-se estável frente a sessão anterior conforme o mercado busca compreender a evolução das tensões no Oriente Médio, mas vale destacar que os futuros já cederam parte dos avanços registrados desde o início da sessão, com um resultado melhor do que antecipado do Payroll nos Estados Unidos podendo limitar a alta nessa sexta-feira.


Tensões no Oriente Médio O acirramento de tensões no Oriente Médio na última semana foi um dos principais drivers dos preços para o petróleo. Destaca-se a escalada de tensões entre Israel e Irã após um ataque do primeiro contra um consulado iraniano em Damasco, na Síria. Os riscos de represália de Tehran já levam Israel a se preparar para um possível movimento na região, o que pode levar um escalonamento maior do conflito que já se estende desde outubro. O envolvimento do Irã, que produz cerca de 3,1 mbpd, pode representar um risco real para a oferta global de petróleo, o que alavanca o sentimento altista do mercado nesse momento.

Importações de combustíveis no Brasil De acordo com a atualização mais recente do MDIC, as importações de diesel ficaram em 1,2 milhão de m³ em março, um crescimento forte em relação ao mês de fevereiro, mas 26% abaixo no comparativo com mar/24. Entre os principais fornecedores no mês, destaca-se a Rússia (57%), seguida dos Emirados Árabes Unidos (20%) e Kuwait (19%), com esses países aumentando o market-share em relação aos Estados Unidos. No acumulado anual, vale destacar que o volume entre jan-mar chegou a 3,18 milhões de m³, uma retração de 9% em relação ao ano anterior. Isso pode refletir a menor necessidade de importação frente os estoques domésticos e a produção interna do combustível no período. Além disso, o resultado do mês é em linha com as perspectivas da StoneX de uma queda das importações de diesel ao longo de 2024, que reflete, além dos fatores supracitados, o aumento da mistura de biodiesel para o B14.

No caso da gasolina, o cenário também é similar. O MDIC registrou uma importação de 293 mil m³ no mês, uma queda de 3% no comparativo com março/23, com o acumulado do primeiro trimestre ficando em 894 mil m³, contrastando com o 1,2 milhão de m³ registrado nesse mesmo período no ano passado (-20,3%). Para o caso da gasolina, essa queda das importações pode refletir alguns fatores, entre eles se destaca a menor demanda pelo combustível nos primeiros meses de 2024 frente a maior competitividade do etanol hidratado nas principais praças consumidoras de combustíveis leves no país. Além disso, uma produção doméstica aquecida e preços do mercado internacional (PPI) mais desfavoráveis para a importação também pode ter limitado o movimento de internalização do combustível. Para a gasolina também se destaca o forte aumento das exportações nos primeiros meses de 2024, com o cenário interno menos favorável para o consumo do combustível apoiando esse movimento, levando as exportações acumuladas para 395 mil m³ em março – contrastando com o número registrado nesse mesmo período em 2023 (6,6 mil m³).

 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1.774/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 001% na sessão passado, alcançando USD 10.78735/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,79%, alcançando USD 1,788 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,34%, próximos a USD 10,824 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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