Preocupações com o Oriente Médio Ao longo das últimas semanas, os riscos envolvendo a escalada da guerra em Gaza suportou o petróleo, mas mercado segue bastante sensível às notícias da região, o que contribui para a volatilidade dos preços. Na última semana, especificamente, o mercado precificava os riscos da represália iraniana contra Israel após Tehran acusar Tel Aviv de atingir seu consulado na Síria que resultou na morte de oficiais militares do Irã. Após o reporte dos Estados Unidos de que esse ataque estava sendo planejado, com forças israelenses se preparando para a ofensiva, o Brent chegou a ser negociado acima de USD 91 bbl. Essa reação dos preços reflete o prêmio de risco caso Irã se envolvesse diretamente no conflito em Gaza, o qual passaria a envolver um importante país produtor de óleo bruto (+3 mbpd). No entanto, os impactos limitados do ataque no final de semana e uma posição menos ofensiva do Irã na leitura do mercado contribuiu para a queda dos futuros do petróleo nessa segunda-feira, mas vale destacar que essa tendência está sujeita a mudanças diante da resposta de Israel ao que aconteceu nos últimos dias.
Cortes de produção da OPEP+ Em última atualização, o relatório da OPEP+ indicou que o grupo produziu 26,6 mbpd em março – volume praticamente estável em relação a fevereiro, mas ainda acima das cotas voluntárias estabelecidas para o primeiro trimestre de 2024. Entre os países que contribuem para esse desempenho, destaca-se o Iraque, Kuwait e o Cazaquistão, com esses operando acima das metas voluntárias. Estima-se que o Cazaquistão esteja produzindo acima de 131 kbpd da cota definida, com o país reiterando sua intenção de compensar o desempenho nos últimos meses. Apesar da produção da OPEP+ estar vindo acima daquela determinada pelo grupo, o impacto sobre os preços está sendo menor diante das questões geopolíticas recentes.
Baker Hughes registra nova queda de sondas Nos Estados Unidos, o Baker Hughes registrou uma nova queda do número de sondas ativas de petróleo e gás natural pela quarta semana consecutiva. Assim, as sondas de petróleo recuaram para 506 na semana, volume 15% menor do que no mesmo período no ano passado. De acordo com analistas do mercado americano, o movimento recente dos produtores de óleo xisto responde a alguns fatores, como aumento dos custos, um mercado de gás natural mais fraco (produção associada) e foco em aumentar os lucros do segmento, os quais vem limitando a aumentar a produção. No entanto, vale destacar que a produção americana de petróleo segue elevada, com a EIA estimando um crescimento da oferta média de 12,9 mbpd em 2023 para 13,2 mbpd ao longo de 2024, e a recente alta dos preços do óleo bruto também podendo reverter a tendência de queda do número de sondas ativas.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1.77/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 001% na sessão passado, alcançando USD 10.76355/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,45%, alcançando USD 1,762 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,07%, próximos a USD 10,648 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.