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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo atinge menor valor em três semanas 
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam queda de 3,5%, negociadas a USD 87,11 bbl na última sexta-feira (19), enquanto o WTI registrou um recuo semanal de 2,95%, negociado em USD 85,66 bbl.

O petróleo acumulou mais uma semana de queda, conforme investidores diminuem os prêmios de risco associados aos conflitos no Oriente Médio. As represálias entre Israel e Irã apresentaram danos reduzidos até o final de semana, o que contribui para diminuir os riscos de uma generalização do conflito na região. Além disso, menor otimismo com a economia global e a mudança de perspectiva em relação a política monetária dos EUA também limitam a recuperação dos contratos. 

Hoje pela manhã (22), o petróleo opera em queda, com o contrato do Brent para vencimento em junho/24 negociado em USD 86,6 bbl (-0,8%) até as 09h0. O mercado parece se voltar mais para fundamentos macroeconômicos, além de precificar os menores riscos de disrupção do balanço de oferta global, especialmente em meio a grande capacidade ociosa de países da OPEP+ e menores impactos de novas sanções americanas sobre a produção iraniana.


China importa mais petróleo russo A Rússia se manteve como a principal fornecedora de petróleo para a China em março, de acordo com dados oficiais atualizados. O GAAC registrou que as importações do óleo russo escalaram 12,5% no comparativo com 2023, ficando em 2,55 mbpd – o segundo maior mês na série, ficando atrás apenas de jun/23 (2,56 mbpd). Fontes do mercado apontam que o movimento de compra de petróleo russo foi impulsionado para a recomposição das reservas estratégicas chinesas, apoiando-se tanto nos preços mais competitivos do óleo bruto em relação outras referências por conta das sanções do G7, como também na menor disponibilidade de petróleo no Oriente Médio após os cortes voluntários da OPEP+. Assim, o crescimento do market-share russo ocorreu em detrimento de outros países, com destaque para a Arábia Saudita, antes a maior fornecedora de petróleo para a China, que viu as compras diminuírem quase 30% em março no comparativo anual.

Mercado avalia riscos no Oriente Médio Após semanas apoiando o aumento dos preços das referências do petróleo, os conflitos no Oriente Médio agora influenciam a queda das cotações verificadas na última semana, conforme mercado precifica menores riscos de generalização da guerra na região. A tensão mais recente estava relacionada a represália do Irã contra Israel após a acusação de um ataque a um consulado iraniano que vitimou importantes oficiais militares de Tehran. No entanto, o ataque iraniano fora praticamente neutralizado, com a represália israelense na última sexta-feira (19) também ocasionando menores danos. Assim, apesar da grande volatilidade no mercado influenciada por esses movimentos recentes, o mercado entende que as ofensivas entre os dois países foram mais contidas e não implicariam em um escalonamento do conflito em Gaza, o que influencia a queda dos futuros nas últimas sessões. Vale destacar, no entanto, que a indefinição de um cessar-fogo entre Israel e Hamas ainda é um ponto de tensão do mercado de petróleo, com os movimentos em Gaza ainda tendo grande potencial de influência sobre os preços da commodity.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1.752/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 000% na sessão passado, alcançando USD 10.38751/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,46%, alcançando USD 1,744 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,49%, próximos a USD 10,336 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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