Impactos da divulgação do PIB americano O mercado de petróleo refletiu fortemente a divulgação da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre. O indicador apontou um crescimento anualizado de 1,6% no 1T24, abaixo da estimativa média do mercado de 2,5%. O mercado também voltou sua atenção para o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), pois, para o primeiro trimestre, o indicador apontou alta de 3,7% do núcleo do índice de preços. Como analisado no Fechamento de Câmbio ontem: “Essa alta inesperada dos preços ao consumidor reforçaram a percepção de que a inflação nos EUA permanece persistente e diminuiu as apostas de cortes de juros pelo Fed”. Assim, no início do dia, o petróleo cedeu em meio perspectivas menos positivas para a demanda por petróleo nos Estados Unidos, pesando também as apostas sobre a política monetária do país. No entanto, o petróleo reverteu a trajetória ao longo do dia, apoiado pelo enfraquecimento do dólar index e maior apetite por risco do mercado.
Lineup aponta importações elevadas em abril A última atualização do lineup da StoneX indica que as importações de diesel devem seguir expandindo em abril, com o volume internalizado sendo o maior desde dezembro/23. O valor estimado está em 1,7 milhão de m³ para o mês – volume 36% maior do que em março/24 -, e, assim como períodos anteriores, a maior parte do diesel fluindo para o país é de origem russa (79%), seguido pelo Omã (6,4%) e Kuwait (4,4%). O crescimento das importações de diesel vem ocorrendo a despeito do aumento da mistura de biodiesel para o B14 a partir de março, o que pode ser reflexo do esforço do mercado brasileiro em adquirir o combustível em meio as quedas dos preços no mercado internacional nas últimas semanas.
Para a gasolina, entretanto, estima-se que o volume importado em abril seja levemente menor em relação ao mês anterior, com o lineup indicando 275 mil m³ (-6%), a maior parte fornecida por países europeus, como Países Baixos, Espanha e Bélgica. As importações do combustível vêm se mantendo menos expressivas nos últimos meses em relação ao mesmo período no ano passado, com a necessidade de se voltar para o mercado externo mais reduzida em meio a produção doméstica aquecida e declínio do consumo – evidenciado pela queda da participação do fóssil no Ciclo Otto.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1.638/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 001% na sessão passado, alcançando USD 10.59219/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,30%, alcançando USD 1,584 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,34%, próximos a USD 10,628 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.