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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo recupera parte das perdas observadas em semanas anteriores
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do contrato mais ativo do Brent acumularam alta de 2,5%, negociadas a USD 89,5 bbl na última sexta-feira (26), enquanto o WTI registrou um avanço semanal de 0,9%, negociado em USD 83,85 bbl.

Os preços do óleo bruto acumularam alta na semana passada em meio as perspectivas de que a divulgação de um PIB americano menos aquecido do que o esperado influenciou novas discussões do FED sobre uma postura menos agressiva em relação à política monetária contracionista aplicada nos EUA. Paralelo a isso, a queda dos estoques norte-americanos e o aumento dos riscos geopolíticos no Oriente Médio também foram fatores de suporte aos preços da commodity.

Hoje pela manhã (29), o petróleo opera em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em junho/24 negociado em USD 89,23 bbl (-0,30%) até as 09h00. O mercado aguarda o desenrolar das discussões acerca de um cessar-fogo, com a probabilidade de concretização de um acordo entre Israel e Hamas se mantendo baixa, em meio a continuidade das ofensivas aéreas israelenses na região de Rafah.


Preços ao consumidor crescem de maneira tímida no primeiro trimestre Apesar do um crescimento do PIB americano abaixo do esperado, o mercado observou um avanço do índice de preços para despesas de consumo pessoal (PCE, sigla em inglês) ao longo do primeiro trimestre, de 0,3%, valor em linha com o esperado pelo mercado. O índice geral de inflação também veio em linha com as expectativas dos agentes financeiros, apresentando um crescimento de 2,7% ao longo dos últimos doze meses, fator que trouxe um certo alívio ao mercado, que mostrava receios sobre a possibilidade de o indicador crescer acima das projeções. Tal cenário reduziu os temores sobre o banco central americano optar por não promover cortes na taxa de juros em 2024, fator que vinha sendo precificado em meio as dificuldades do Fed de reduzir a inflação para os limites de longo prazo da instituição, de 2%. A perspectiva de que o Fed mantenha uma postura menos agressiva em relação à política monetária trouxe suporte aos preços do petróleo, em meio as perspectivas mais otimistas sobre a economia dos EUA e, por consequência, para a demanda pelo óleo bruto e derivados no país.

Novos ataques são registrados no Oriente Médio Ao longo do final de semana, foram reportados novos ataques aéreos israelenses na região de Rafah, fator que elevou os temores dos agentes financeiros em relação a possibilidade de uma ofensiva terrestre em Gaza. Nesse início de semana, líderes do Hamas se encontrarão com mediadores do Egito e do Catar para novas discussões sobre um cessar-fogo, mas as perspectivas sobre um novo acordo seguem pessimistas, em meio aos impasses entre o governo de Israel e o Hamas para determinar as condições de um eventual cessar-fogo. Nesse sentido, o mercado segue precificando prêmios de risco sobre uma eventual escalada do conflito para outros países da região que contam com uma produção de petróleo significativa. Além disso, a perspectiva de que uma elevação das tensões na região interrompa novas rotas marítimas de importância significativa para a circulação de petróleo e combustíveis – como o observado parcialmente no Mar Vermelho – também acaba servindo como um fator de manutenção das cotações em patamares elevados.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,614/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,55% na sessão passado, alcançando USD 10,6505/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 20,20%, alcançando USD 1,94 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,56%, próximos a USD 10,591 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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