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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Riscos macroeconômicos seguem pressionando o petróleo 
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (20), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram a sessão em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 83,71 bbl (-0,32%) e a referência norte-americana a USD 79,80 bbl (-0,32%).

O petróleo se manteve pressionado em meio as falas de representantes do Fed sobre as incertezas de que a inflação americana esteja se direcionando para as metas de longo prazo determinadas pelo banco central dos EUA, aumentando os receios sobre uma possível extensão do período de taxas de juros operando nos patamares atuais. Paralelo a isso, apesar da instabilidade política no Oriente Médio gerada pela morte do presidente do Irã e a condição médica do rei da Arábia Saudita, entende-se que esses eventos não acarretarão mudanças sobre a política petrolífera desses países, causando pouco efeito sobre as cotações do petróleo.

Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em julho/24 é negociado em torno de USD 82,24 bbl (-1,77%) até as 09h10. Os receios macroeconômicos seguem influenciando negativamente as cotações do óleo bruto, conforme as perspectivas menos otimistas sobre as próximas decisões do Fed pressionam as expectativas sobre a demanda global por petróleo e derivados.


Representantes do Fed esperam continuidade da política atual Ao longo da sessão de ontem, dois vice presidentes do Fed e o presidente regional do Fed de Atlanta confirmaram que os indicadores inflacionários, apesar de apresentarem uma desaceleração do crescimento na última publicação, não entregam clareza sobre uma maior proximidade com as metas estipuladas pelo banco central norte-americano. Tal situação trouxe perspectivas sobre uma extensão da política monetária contracionista atual, pressionando as cotações do petróleo em meio ao entendimento que esse tipo de movimentação por parte do Fed acarreta diminuição das atividades econômicas nos EUA, influenciando em uma redução do consumo de energéticos no país, incluindo o óleo bruto e seus derivados.

Índia expande compras de petróleo russo De acordo com rastreadoras marítimas, as importações indianas de petróleo russo alcançaram em abril o maior valor dos últimos nove meses, totalizando 1,8 mbpd internalizados. O volume é 8,2% maior frente ao observado em março, e reflete uma retomada das compras em meio a redução dos receios de que as cargas russas sejam barradas pelo G7. Em fevereiro, a Sovcomflot, principal empresa de transporte marítimo da Rússia, havia sido acusada pelos EUA de romper as sanções aplicadas pelo país contra as exportações de petróleo e derivados promovidas por Moscou, gerando temores por parte das refinarias indianas sobre a continuidade das compras de altos volumes da commodity negociada pela Rússia. Nos últimos meses, no entanto, esse receio parece diminuir, em meio a compreensão do mercado de que os países do G7 devem manter um monitoramento menor sobre as vendas de energéticos pela Rússia devido aos altos preços do petróleo praticados no mercado internacional, com uma eventual redução dos fluxos acarretando um aperto mais significativo no balanço global de O&D.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,751/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,32% na sessão passado, alcançando USD 9,96149/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,45%, alcançando USD 2,791 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,54%, próximos a USD 9,808 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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