Mercado mostra maior otimismo com demanda O mercado se viu suportado ao longo da sessão de ontem em meio as perspectivas mais otimistas sobre a demanda global ao longo dos próximos meses. Algumas instituições bancárias, inclusive, aumentaram as suas previsões em relação aos preços da commodity para o terceiro trimestre do ano, como reflexo das expectativas positivas sobre a driving season americana e o uso maior de alguns derivados – como óleo combustível e óleo diesel – para a refrigeração de ambientes, conforme as projeções de um verão de temperaturas mais quentes no hemisfério norte global. Vale frisar que, paralelo a isso, o mercado continuará observando uma oferta mais apertada por parte da OPEP+ no período, que deve começar a reduzir os cortes voluntários apenas a partir de outubro. Dessa forma, a projeção de um mercado mais apertado em meio a uma demanda firme e oferta debilitada garantiu a sustentação das cotações, recuperando boa parte das quedas da semana passada.
Posições do Brent caem para o menor valor desde 2014 Um fator que chamou atenção do mercado se deu na redução expressiva do net long das posições do Brent, com o relatório da ICE apontando para o menor valor desde 2014. A situação reflete principalmente a ampliação das posições vendidas em meio a surpresa do mercado com a decisão da OPEP+ no início da semana passada, alavancando a percepção de um mercado de petróleo menos apertado ao longo do ano de 2024 e 2025. Vale destacar que, nas últimas cinco semanas, o indicador vem operando em queda, conforme o mercado apostava em uma desaceleração da demanda em importantes regiões consumidoras da commodity e estoques mais bem abastecidos ao longo dos próximos meses. As perspectivas de uma driving season aquecida, no entanto, garantiu o suporte altista dos preços, devendo romper essa sequência de quedas no net long das posições de Brent.
Produção da OPEP+ segue em queda De acordo com os dados divulgados no Relatório Mensal de Petróleo da OPEP+, a produção do grupo alcançou 40.922 kbpd em maio, marcando queda mensal de 123 kbpd. A redução se deu principalmente pela via dos países não OPEP, com a Rússia e o Cazaquistão apresentando quedas na ordem de 119 kbpd e 62 kbpd. Em contrapartida, a Nigéria, que compõe a OPEP 12, ampliou a sua oferta em 74 kbpd, impedindo uma diminuição mais expressiva da produção do grupo. Além disso, vale destacar que a redução produtiva já era esperada pelo mercado, conforme o comprometimento da Rússia de diminuir parte da sua oferta ao longo de maio e junho, fator que impede movimentações mais expressivas das cotações no início da sessão de hoje.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,906/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,52% na sessão passado, alcançando USD 9,71397/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 5,95%, alcançando USD 3,079 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,20%, próximos a USD 9,695 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.