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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo deve fechar em alta pela quarta semana seguida
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (04), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em alta, sendo cotado a USD 87,43 bbl (+0,10%). 

Os preços do petróleo se manteram estáveis na sessão de ontem, com as principais bolsas de valores americanas fechadas em meio ao feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos. Apesar da forte queda dos estoques da commodity no mercado norte-americano, as perspectivas de que o Furacão Beryl não afete a produção de óleo bruto na Costa do Golfo aliviou o suporte às cotações.

Hoje pela manhã (05), o contrato do Brent para vencimento em setembro/24 é negociado em torno de USD 87,31 bbl (-0,16%) até as 08h55. O mercado abre a sessão dessa sexta-feira com poucas negociações após o feriado norte-americano, de modo que a tendência se mantém de mais uma semana de alta dos preços do petróleo.


Rússia deve cortar exportações em julho De acordo com fontes da Lukoil e da Rosneft – principais empresas petrolíferas da Rússia –, o mercado deve observar uma redução das exportações russas de petróleo pelo Mar Negro em julho. A queda reflete a retomada da operação de algumas refinarias após paradas programadas de manutenção, gerando a tendência de um aumento do consumo doméstico da commodity. Vale destacar que, entre abril e junho, a Rússia se comprometeu em reduzir de maneira mais efetiva a produção de petróleo, tendo como contrapartida a permissão de ampliar suas exportações. Apesar disso, o mercado entende que, conforme o país diminui a sua oferta, o excedente exportável também acaba sendo afetado, conforme a retomada das atividades internas de processamento garantem um direcionamento maior da commodity para esses centros.

Importações brasileiras de diesel alcançam máximas anuais De acordo com os dados divulgados pelo MDIC, as importações de diesel em junho totalizaram 1,54 milhão de m³, marcando alta de 40% frente ao mesmo período do ano passado. O volume internalizado é o maior desde dezembro/23, mostrando uma forte recuperação em relação ao mês anterior (abril/24), quando o Brasil havia importado 1,08 milhão de m³ do combustível. Diante do resultado positivo para junho, o volume acumulado para o primeiro semestre de 2024 passa a ser maior frente ao observado no mesmo período de 2023, totalizando 7,01 milhões de m³ (+1,2%). No geral, o mercado se mostra mais bem abastecido para o segundo semestre do ano, tanto pela via de importação quanto produção – com a oferta de diesel pelas refinarias brasileiras avançando 4,6% entre janeiro e maio no comparativo anual –, evidenciando a perspectiva de uma tendência de consumo aquecido do combustível para a segunda metade de 2024, atrelada principalmente ao bom desempenho econômico e ao aumento das exportações brasileiras de bens e produtos, que gera uma expansão da demanda por fretes rodoviários e ferroviários. Vale destacar que a Rússia se mantém como principal fornecedor ao Brasil, responsável por 72% de todas as importações brasileiras de diesel no ano, seguida por Emirados Árabes Unidos (7,3%), EUA (6,4%), Kuwait (5,3%) e Índia (3,5%). O cenário de predominância do diesel russo no país é observado desde abril/23, quando a entrada das sanções europeias aos produtos petrolíferos comercializados pela Rússia fez com que os fornecedores russos buscassem novos compradores através da redução de seus preços de venda frente a outras referências.

As importações de gasolina, por outro lado, alcançaram o menor valor desde abril/21, ficando em 89 mil m³. No acumulado de 2024, o volume totaliza 1,4 milhão de m³, queda de 42,1% em relação ao observado para o primeiro semestre de 2023. Além da expansão da oferta pelas refinarias domésticas (+6,2%), o mercado vem observando uma redução significativa da demanda por gasolina C no país, que entre janeiro e maio desse ano apresentou uma retração de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo a melhor paridade de preços do etanol hidratado nos postos de combustíveis em diversos estados do Brasil. A tendência, portanto, é de continuidade de importações fragilizadas, com o MDIC evidenciando, inclusive, um aumento significativo das exportações do derivado fóssil, que alcançaram 996 mil m³ no 1S24 – alta de 1.318% em relação ao 1S23.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,10% na sessão passado, alcançando USD 10,40417/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,48%, alcançando USD 2,358 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,08%, próximos a USD 10,396 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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