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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Queda dos estoques americanos suporta petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (17), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em alta, sendo cotado a USD 85,08 bbl (+1,61%). Os contratos do WTI também acompanharam essa trajetória, negociados a USD 82,85 bbl (+2,59%).

As cotações do petróleo recuperaram parte das perdas observadas nas sessões anteriores, com a redução dos estoques da commodity nos EUA garantindo boa parte da movimentação dos preços observada ontem. Paralelo a isso, as perspectivas mais otimistas do mercado sobre o início dos cortes das taxas de juros americanas para esse ano também contribuem para a escalada das cotações.

Hoje pela manhã (18), o contrato do Brent para vencimento em setembro/24 é negociado em torno de USD 84,89 bbl (-0,22%) até as 09h00. O mercado se mantém estável nas primeiras horas da manhã, com os receios relacionados à demanda chinesa impedindo a manutenção das altas das cotações geradas por sinais positivos para o consumo americano.


Estoques americanos caem pela terceira semana seguida De acordo com os dados divulgados pelo DOE, as reservas de petróleo nos EUA caíram 4,87 milhões de barris na semana, volume em linha com o publicado pelo API no dia anterior. Essa é a terceira queda consecutiva das reservas americanas, que passam a operar próximo das mínimas sazonais dos últimos cinco anos para o período. A manutenção de um consumo doméstico e exportações elevadas segue contribuindo para a geração de um balanço deficitário da commodity. Vale destacar que, nas últimas cinco semanas, as reservas estratégicas do país (SPR, sigla em inglês) avançaram 3,2 milhões de barris – em meio a busca do DOE de recomposição das SPR –, fator que também serviu de pressão aos estoques comerciais do óleo bruto, impedindo que a produção recorde e a recuperação das importações compensassem a saída de barris observada. 

 

Em contrapartida, o diesel e a gasolina registraram expansão das reservas na ordem de 3,5 e 3,3 milhões de barris, respectivamente. No caso do diesel, o crescimento da produção doméstica – superando as máximas históricas dos últimos cinco anos para o período – e uma demanda desaquecida garantiu essa movimentação dos estoques, ao passo que, para a gasolina, o aumento é atribuído a uma forte redução do consumo doméstico e das exportações.

Exportações chinesas de diesel crescem Conforme dados divulgados pelo GACC, as exportações de diesel pela China em junho alcançaram 204 kbpd, volume 180% maior em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas de QAV ao exterior também registraram uma forte expansão no comparativo anual, de 53%, ao passo que as de gasolina mostraram uma leve redução, de 2%. No geral, o avanço das exportações de combustíveis pelo país reflete a fragilidade da demanda doméstica, que sofre com uma economia que expande a passos mais lentos do que o esperado pelo mercado. Tal situação também foi evidenciada no início da semana, conforme os dados do NBS mostraram que o volume de petróleo processado pela China em junho/24 foi 3,7% menor do que junho/23, com as refinarias chinesas mostrando um menor apetite pela commodity em meio a queda do consumo interno de derivados.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,035/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,61% na sessão passado, alcançando USD 10,12452/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,39%, alcançando USD 2,043 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,15%, próximos a USD 10,109 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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