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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Pessimismo de investidores pressiona petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última terça-feira (27), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociado a USD 79,55 bbl (-2,31%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados em USD 75,53 bbl (-2,44%).

Apesar das disrupções produtivas na Líbia - que podem representar uma queda de 400 kbpd, de acordo com estimativas - e tensões elevadas no Oriente Médio, os futuros do petróleo voltaram a recuar na última sessão. Um dia de maior pessimismo e aversão ao risco de investidores contribuiu para o movimento, bem como perspectivas menos positivas sobre a demanda chinesa ao longo do segundo semestre, o que levou a uma reversão quase completa dos ganhos registrados na segunda-feira (26).  

Hoje pela manhã (28), o contrato do Brent para vencimento em novembro/24 é negociado em torno de USD 77,6 bbl (-1,34%) até as 09h10. O petróleo estende o movimento da sessão anterior, com investidores considerando a desaceleração do consumo na China e perspectivas de um quarto trimestre superavitário apesar dos sinais do mercado americano aquecido e dos impactos sobre a oferta global da commodity em meio os conflitos políticos na Líbia. 


API registra queda dos estoques De acordo com o API, os estoques de petróleo nos Estados Unidos recuaram 3,4 milhões de barris na última semana, registro que veio em linha com as estimativas de agentes do mercado. Também houve queda para os derivados, com as reservas de gasolina recuando 1,8 milhão de barris e de diesel 1,4 milhão, estendendo o movimento que se verificou na semana passada, apesar do aumento da oferta interna (recuperação dos níveis da FUT). Caso esses números sejam confirmados pelo Departamento de Energia, isso sinaliza que o mercado americano segue aquecido na reta final da “driving season” do país, com um balanço deficitário para o petróleo apesar dos níveis produtivos recordes que vem sendo registrados nas últimas semanas. Entretanto, o reporte pode ter efeitos limitados sobre os preços, conforme investidores precificam outros fundamentos.

Produção de combustíveis Brasil A atualização da ANP sobre os dados de produção de derivados no Brasil sinaliza uma recuperação do refino em julho no comparativo mensal, mas se mantendo abaixo dos níveis de jul/23. A produção de diesel A ficou em 4 milhões m³ no mês, uma queda de quase 2% em relação ao mesmo período no ano passado e praticamente estável contra jun/24. O acumulado do ano, entretanto, ainda registra alta frente 2023 em 2,9%, impulsionado pela produção no primeiro semestre. Considerando a gasolina A, observa-se resultados mais positivos, com a oferta do parque doméstico em 2,6 milhões m³ em julho, valor 3% acima de jul/23 sendo também o segundo maior mês do ano até o momento (ficando atrás apenas de janeiro). No acumulado de 2024, a produção está 5,7% acima dos níveis entre janeiro e julho do ano passado. 

Apesar do resultado negativo de alguns derivados no ano, como óleo combustível (-8,9%), nafta (-8,4%) e GLP (-2,5%), entende-se que a produção doméstica de combustíveis segue aquecida, com refinarias mantendo FUT elevadas diante o aumento da demanda interna por esses produtos, o que deve estender os resultados de 2023 do complexo doméstico.   

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,904/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -2,31% na sessão passado, alcançando USD 9,46645/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,95%, alcançando USD 1,886 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,67%, próximos a USD 9,308 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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