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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo recua para os menores níveis em nove meses
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última terça-feira (03), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão com uma forte queda, sendo negociado a USD 73,75 bbl (-4,86%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 70,34 bbl (-4,36%).

O sentimento baixista do mercado que já vigorava nas últimas semanas se intensificou na sessão de ontem após rumores de conversas na Líbia para resolver o conflito no país, um PMI chinês enfraquecido em agosto e perspectivas de aumento da produção da OPEP em outubro levarem os contratos do petróleo para os menores níveis em nove meses. Esses diversos fundamentos baixistas contribuem para a percepção de um mercado de petróleo menos apertado, com alguns investidores esperando um balanço superavitário ainda no quarto trimestre desse ano.

Hoje pela manhã (04), o contrato do Brent para vencimento em novembro/24 é negociado em torno de USD 73,92 bbl (+0,12%) até as 09h20. Apesar de rumores de que a OPEP deve adiar o fim dos cortes voluntários do grupo após a forte deterioração dos futuros ontem, os preços acumulam apenas uma leve alta, que vem reduzindo desde o início da manhã, com um sentimento baixista ainda guiando o mercado e limitando o espaço de recuperação dos contratos.


Conversas na Líbia para resolução do conflito Como mencionado, as facções políticas no Líbia afirmaram estarem próximas de um acordo para resolver a crise sobre o Banco Central do país, o que poderia por fim para a paralização da produção que já se estende por uma semana. Diante das discordâncias sobre quem deveria assumir a presidência da instituição, um dos polos – que controla regiões produtoras de petróleo no país – decidiram paralisar a operação de alguns campos, o que levou a uma queda de quase 700 kbpd da oferta nacional (cerca de 63%, de acordo com estimativas). Dado que a decisão era recente, ainda não havia sido calculado o impacto inicial sobre as exportações de petróleo, o que levou a um impacto menor – ou menor suporte - sobre os preços na última semana. Entretanto, os rumores de que o conflito interno poderia ser resolvido logo, e, portanto, resultar num menor impacto sobre a disponibilidade de óleo bruto no mercado internacional, contribuíram para pressionar ainda mais os contratos do petróleo.

OPEP pode adiar retomada da produção Outro fator de pressão ainda se dá pelo lado da oferta, envolvendo a decisão da OPEP em reestabelecer a produção com o fim do período de cortes voluntários em outubro. Nos últimos dias, rumores apontavam que o grupo poderia injetar pelo menos 180 kbpd inicialmente no mercado no quarto trimestre, período em que se já verifica uma queda sazonal do consumo do fóssil globalmente – apesar de alguns países como Cazaquistão, Iraque e Rússia ainda deverem limitar sua produção devido aos planos de compensação. Essa perspectiva somada a uma possível retomada da oferta da Líbia levou a percepção de um mercado sobreaquecido, especialmente em meio a desaceleração da demanda chinesa e desempenho mais fraco do consumo na União Europeia. Entretanto, diante da queda de ontem, rumores apontam que a OPEP pode decidir adiar a retomada da produção, a fim de evitar maiores quedas dos preços para o grupo, mesmo que isso signifique um menor market-share, favorecendo países como Estados Unidos, Canadá e Brasil, por exemplo.

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Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,62% na sessão passado, alcançando USD 9,22488/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 3,15%, alcançando USD 2,194 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -2,41%, próximos a USD 9,002 MMBTU.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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