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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Maior apetite por risco apoia recuperação do petróleo na semana
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com 4% de alta, sendo negociados a USD 74,49 bbl na sexta-feira (20). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, avançando 4,76% no período.

No período uma série de fatores altistas contribuíram para aliviar o pessimismo em relação à demanda global, como a decisão do Fed em iniciar o corte de juros da taxa básica americana, novas ofensivas envolvendo o conflito no Oriente Médio e a queda dos estoques americanos. Isso afastou os futuros do Brent das mínimas observadas no início do mês, apesar das preocupações com o consumo global ainda limitarem maiores avanços dos preços.

Hoje pela manhã (23), o contrato do Brent para vencimento em novembro/24 é negociado em torno de USD 74,03 bbl (+0,51%) até as 09h10. Novas ações de Israel contra o Líbano elevam tensões no Oriente Médio e apoiam mais uma alta dos contratos do petróleo, bem como a menor aversão ao risco dos investidores. 


Acirramento de tensões no Líbano Nessa segunda-feira, Israel realizou uma série de bombardeios no sul e no leste do Líbano, após Tel Aviv aconselhar a população a "se afastar" das posições do grupo armado. Foram mais de 80 bombardeios com cerca de 150 ataques contra alvos do Hezbollah, que levaram a morte de pelo menos 100 pessoas e 400 feridos. A ofensiva levou a uma resposta do grupo islamita, que realizou alguns ataques contra Israel, além de levar o primeiro-ministro libanês a dizer que Israel executa um “plano de destruição” contra o país, pedindo para ONU e países influentes dissuadirem a agressão. A semana passada marcou uma nova fase do conflito em Gaza após a explosão de dispositivos de comunicação do Hezbollah estar associada à Israel, com o acirramento de tensões podendo levar o envolvimento de mais agentes no conflito, o que eleva os prêmios de risco do petróleo.

Vendas de combustíveis em agosto Dados parciais da ANP indicam uma redução das vendas de combustíveis em agosto, com diesel B recuando 1,85% a.a e gasolina C 3,01% a.a. Para o caso do diesel, tratou-se de um resultado menor de vendas no mês que se costuma registrar um pico de consumo do derivado – em 2023 se teve um recorde ao atingir 6,2 milhões de m³ -, mas seguiu registrando alta frente meses anteriores pela quinta vez consecutiva. Parte desse resultado pode ser explicado pelo resultado das safras de grãos nesse ano, com uma produção menor frente o ciclo passado afetando o volume exportado e, consequentemente, a demanda por fretes, mas vale ressaltar que as vendas seguiram acima da marca de 6 milhões de m³, com a situação descrita podendo ter sido parcialmente compensada por outros segmentos. Ademais, considerando o acumulado entre janeiro e agosto, a comercialização atingiu 44,6 milhões de m³, volume 3,55% acima no comparativo com 2023. A expectativa é de que as vendas de diesel B ainda sigam elevadas nos próximos meses, com a StoneX projetando uma alta anual de 2,46% em 2024. 

Para a gasolina C, a ANP registrou uma comercialização de 3,77 milhões m³ em agosto, o que, apesar de ser uma queda no comparativo com 2023, ainda representa um leve avanço frente o mês de julho. Em geral, mesmo com a recuperação das vendas no mês, a participação da gasolina sobre o Ciclo Otto permaneceu menor – conforme o etanol hidratado seguiu registrando um crescimento bastante elevado do volume de vendas, em 26% a.a em agosto para 1,78 milhão de m³. Assim, enquanto em ago/23 o share da gasolina C era de 79,9%, esse ano a participação recuou para 75,18%. A persistência da menor competitividade do fóssil nas bombas, especialmente no Centro-Sul, ainda impacta o volume demandado de gasolina. Espera-se que a paridade siga favorável para o biocombustível nos próximos meses, mas um maior consumo de combustíveis leves em geral pode abrandar a queda do volume de vendas de gasolina C.

TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
 

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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