DOE mostra queda da demanda por petróleo Conforme dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE, sigla em inglês), os estoques de petróleo apresentaram um crescimento semanal de 3,89 milhões de barris, fator que surpreendeu o mercado, que esperava mais uma semana de queda do indicador para o período. A recuperação das reservas reflete um movimento sazonal, com o consumo das refinarias operando em baixa frente a semana passada, respeitando a movimentação esperada para o final de setembro. Em contrapartida, a produção registrou uma leve recuperação, voltando a se posicionar nos 13,3 mbpd, enquanto as importações também cresceram, tocando as máximas históricas dos últimos cinco anos para o período. Vale destacar que as exportações da commodity seguem aquecidas, o que justifica os receios do mercado em relação à possível greve dos profissionais que atuam nos terminais portuários da Costa Leste dos EUA, fator que deve ser monitorado ao longo dos próximos dias.
As reservas de gasolina seguiram o mesmo comportamento do óleo bruto, crescendo em 1,12 milhão de barris, em meio à uma forte diminuição do consumo, que garantiu também um avanço das exportações do derivado. Os estoques de diesel, por outro lado, registraram baixa de 1,28 milhão de barris, com o volume de exportação operando acima das máximas históricas para o período – com o consumo doméstico do combustível ficando abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para a última semana de setembro.
Mercado segue monitorando situação no Oriente Médio No início da sessão de ontem, os preços do óleo bruto registraram fortes altas em meio aos receios sobre a possível resposta de Israel após os ataques iranianos observados na terça-feira (01). Apesar da falta de uma contraofensiva em território iraniano, o exército de Israel seguiu as incursões militarem em território libanês, ampliando os embates com o Hezbollah e promovendo, na madrugada de hoje, novos bombardeios em Beirute. O desenvolvimento das tensões na região deve ser um fator que continuará garantindo volatilidade aos preços do petróleo, tanto pelos receios em relação à impactos sobre a infraestrutura petrolífera iraniana, como também as preocupações de que uma eventual contrapartida mais agressiva por Israel possa fazer com que o Irã tome medidas que cause um maior impacto sobre o fluxo de petróleo global, como a interrupção do acesso ao Estreito de Ormuz – canal próximo ao país por onde é escoado cerca de 20% a 25% de toda a oferta de petróleo no mundo.
OPEP+ mantém política produtiva inalterada Ao longo da sessão de ontem, a OPEP+ decidiu por manter o início da redução dos cortes voluntários do grupo para dezembro. A decisão já era esperada pelo mercado, em meio aos rumores de que a Arábia Saudita e outros membros de grande porte do grupo devem buscar um maior market-share ao longo dos próximos meses, cedendo parte dos esforços de manter os preços em patamares mais elevados. Apesar das expectativas dos especuladores nos últimos dias irem de acordo com o definido pela OPEP+, a movimentação do grupo contribuiu para a redução dos ganhos das cotações observados na sessão de ontem, em meio ao entendimento de uma maior entrada de barris no mercado ao final de 2024, que permite um balanço de O&D menos apertado.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,886/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,46% na sessão passado, alcançando USD 8,7941/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,62%, alcançando USD 2,914 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,88%, próximos a USD 8,960 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.