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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

DOE registra alta dos estoques de petróleo e gasolina nos EUA
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (02), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em alta, sendo negociados a USD 73,90 bbl (+0,46%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 70,10 bbl (+0,39%).

Apesar de iniciar a sessão com altas expressivas – chegando a operar em uma máxima diária de USD 76,14 bbl – os preços do petróleo cederam boa parte dos ganhos após a divulgação do relatório semanal do DOE, que apontou para um avanço dos estoques de petróleo e gasolina nos EUA.

Hoje pela manhã (03), o contrato do Brent para vencimento em dezembro/24 é negociado em torno de USD 75,34 bbl (+1,95%) até as 08h30. Os receios sobre uma escalada do conflito no Oriente Médio seguem no radar dos investidores, conforme as novas ofensivas de Israel no Líbano contribui para um aumento dos prêmios de risco na região. 


DOE mostra queda da demanda por petróleo Conforme dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE, sigla em inglês), os estoques de petróleo apresentaram um crescimento semanal de 3,89 milhões de barris, fator que surpreendeu o mercado, que esperava mais uma semana de queda do indicador para o período. A recuperação das reservas reflete um movimento sazonal, com o consumo das refinarias operando em baixa frente a semana passada, respeitando a movimentação esperada para o final de setembro. Em contrapartida, a produção registrou uma leve recuperação, voltando a se posicionar nos 13,3 mbpd, enquanto as importações também cresceram, tocando as máximas históricas dos últimos cinco anos para o período. Vale destacar que as exportações da commodity seguem aquecidas, o que justifica os receios do mercado em relação à possível greve dos profissionais que atuam nos terminais portuários da Costa Leste dos EUA, fator que deve ser monitorado ao longo dos próximos dias.

As reservas de gasolina seguiram o mesmo comportamento do óleo bruto, crescendo em 1,12 milhão de barris, em meio à uma forte diminuição do consumo, que garantiu também um avanço das exportações do derivado. Os estoques de diesel, por outro lado, registraram baixa de 1,28 milhão de barris, com o volume de exportação operando acima das máximas históricas para o período – com o consumo doméstico do combustível ficando abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para a última semana de setembro.

 

Mercado segue monitorando situação no Oriente Médio No início da sessão de ontem, os preços do óleo bruto registraram fortes altas em meio aos receios sobre a possível resposta de Israel após os ataques iranianos observados na terça-feira (01). Apesar da falta de uma contraofensiva em território iraniano, o exército de Israel seguiu as incursões militarem em território libanês, ampliando os embates com o Hezbollah e promovendo, na madrugada de hoje, novos bombardeios em Beirute. O desenvolvimento das tensões na região deve ser um fator que continuará garantindo volatilidade aos preços do petróleo, tanto pelos receios em relação à impactos sobre a infraestrutura petrolífera iraniana, como também as preocupações de que uma eventual contrapartida mais agressiva por Israel possa fazer com que o Irã tome medidas que cause um maior impacto sobre o fluxo de petróleo global, como a interrupção do acesso ao Estreito de Ormuz – canal próximo ao país por onde é escoado cerca de 20% a 25% de toda a oferta de petróleo no mundo.

OPEP+ mantém política produtiva inalterada Ao longo da sessão de ontem, a OPEP+ decidiu por manter o início da redução dos cortes voluntários do grupo para dezembro. A decisão já era esperada pelo mercado, em meio aos rumores de que a Arábia Saudita e outros membros de grande porte do grupo devem buscar um maior market-share ao longo dos próximos meses, cedendo parte dos esforços de manter os preços em patamares mais elevados. Apesar das expectativas dos especuladores nos últimos dias irem de acordo com o definido pela OPEP+, a movimentação do grupo contribuiu para a redução dos ganhos das cotações observados na sessão de ontem, em meio ao entendimento de uma maior entrada de barris no mercado ao final de 2024, que permite um balanço de O&D menos apertado.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,886/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,46% na sessão passado, alcançando USD 8,7941/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,62%, alcançando USD 2,914 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,88%, próximos a USD 8,960 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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