Pedido de cessar-fogo no Líbano A forte queda na última sessão refletiu, principalmente, a revisão dos prêmios de risco associados ao conflito no Oriente Médio, conforme o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que apoia os esforços para um cessar-fogo no Líbano. No discurso, Qassem não mencionou o fim da guerra em Gaza como pré-condição para uma trégua, o que também foi levado em consideração pelo mercado. O avanço das ofensivas israelenses contra o Líbano já matou mais de 1,4 mil pessoas, além de deslocar 1,2 milhão desde o início da escala e motivar o ataque iraniano contra Israel no início da semana passada. Com uma possível abertura de cessar-fogo, o mercado precificou uma diminuição das tensões acumuladas desde o final de setembro, o que reduziria as chances de uma escalada do conflito envolvendo importantes produtores de petróleo. Entretanto, é importante destacar que as atualizações da região ainda provocam forte volatilidade dos preços, com esse cenário podendo facilmente ser revertido caso Israel de fato faça a retaliação contra o Irã, por exemplo.
API registra forte alta dos estoques De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos aumentaram quase 11 milhões de barris na última semana, valor muito acima daquele estimado pelos agentes do mercado (2,2 milhões de barris). O número deve refletir uma forte queda da demanda interna das refinarias, com o API estimando também um recuo de 2,7% da FUT no período. Para os derivados, o instituto acompanha os números antecipados pelo mercado ao registrar uma contração dos estoques de gasolina e diesel, com este último apresentando um recuo maior, de 2,6 milhões de barris, acompanhando a tendência sazonal do indicador. Em geral, a perspectiva de uma forte variação dos estoques americanos deve atrair maior atenção para o relatório DOE que será divulgado hoje, com os contratos da commodity podendo reagir à atualização caso o departamento confirme a tendência do API.
Projeções STEO Ontem, o Energy Information Administration (EIA) atualizou suas projeções para o mercado de petróleo para 2024 e 2025, revisando as estimativas de preços e demanda para o ano que vem. De acordo com o reporte, a queda da produção dos países da OPEP+ contribui para o balanço deficitário ao longo desse ano, levando também a uma queda dos estoques globais da commodity que deve se estender para o início de 2025. Entretanto, uma desaceleração da demanda global por combustíveis, citando o caso chinês, contribui para diminuir o diferencial entre oferta e demanda, apesar da agência ainda projetar um crescimento do consumo tanto para 2024 quanto 2025 (este em 104,35 mbpd, mas quase 250 kbpd menor do que a estimativa de setembro).
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,733/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -4,63% na sessão passado, alcançando USD 9,18442/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,71%, alcançando USD 2,699 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,40%, próximos a USD 9,148 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.