Ameaça de ataque no Irã Na última sessão, os investidores refletiram a fala de pessoas ligadas ao governo israelense sobre a retaliação do país contra o Irã, com Benjamin Netanyahu conversando também sobre a operação com o governo americano na quinta-feira e o gabinete de segurança de Israel devendo votar em uma proposta de ataque ainda essa semana. Na quarta-feira (09), o ministro da Defesa de Tel-Aviv, Yoav Gallant, afirmou que o ataque de Israel contra o Irã será “letal, preciso e especialmente surpreendente", o que também movimentou os ânimos do mercado. As preocupações sobre o direcionamento do conflito a partir das ameaças israelenses levaram inclusive países do Golfo a pedirem para os Estados Unidos evitar que esse ataque atinja a infraestrutura energética iraniana, temendo que a situação escale e suas próprias unidades também sejam atingidas no processo – com países como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Qatar não devendo permitir que Israel atravesse seus respectivos espaços aéreos para realizar os ataques prometidos.
Em geral, o mercado mais uma vez revisa os prêmios de risco associados ao conflito, com a ameaça de escalonamento da guerra cada vez mais latente apoiando a forte alta do petróleo. Investidores temem que, caso Israel ataque campos e terminais de petróleo no Irã, o país revide novamente e se insira, de fato, na guerra. Desde semana passada, agencias de rastreamento de tankers já apontam que a expetativa de retaliação levou a uma queda das exportações iranianas de petróleo dado o menor volume de navios nos terminais do país: a Platts, por exemplo, estima uma média de 816 kbpd para o indicador na primeira semana de outubro – valor bem abaixo dos 1.700 kbpd que Teerã havia registrado ao longo do ano.
Produção da OPEP+ em setembro Estimativas apontam que a produção da OPEP+ recuou quase 500 kbpd em setembro, levando o resultado do mês para 40,23 mbpd. O movimento reflete, principalmente, os problemas produtivos enfrentados pela Líbia (-410 kbpd) e também pelo Iraque (-130 kbpd) – com o país buscando atender os cortes voluntários estabelecidos no início do ano. De acordo com a pesquisa, os países comprometidos com restrições produtivas seguiram apresentando um volume maior do que esperado, quase 232 kbpd acima das cotas, mas o indicador representa uma “melhora” no comparativo com agosto, conforme a produção extrapolava em mais de 327 kbpd no mês anterior. Ademais, apesar da queda produtiva do grupo, espera-se que a partir de dezembro a oferta volte a aumentar, conforme alguns países gradualmente revertam a política de cortes voluntários.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,675/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 3,68% na sessão passado, alcançando USD 9,4486/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,65%, alcançando USD 2,704 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,84%, próximos a USD 9,369 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.