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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Especulações sobre represália israelense apoiam petróleo
 
 
Bruno Cordeiro
 
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (10), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociados a USD 79,4 bbl (+3,68%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 75,85 bbl (-0,45%).

Os investidores voltaram a refletir a guerra no Oriente Médio, com mercado buscando antecipar o direcionamento do conflito em meio as discussões do governo israelense e americano sobre como deverá ser a represália do país contra o Irã. Os riscos de um escalonamento da guerra, podendo ter impactos sobre a oferta de petróleo iraniana além de aumentar as tensões de países do Golfo Pérsico, levaram novamente os preços próximos da marca de USD 80 bbl. 

Hoje pela manhã (11), o contrato do Brent para vencimento em dezembro/24 é negociado em torno de USD 78,67 bbl (-0,9%) até as 08h50. Mercado reverte parte do movimento de ontem, ponderando os riscos relacionados ao ataque israelense e aguardando uma definição do país sobre a estratégia de retaliação contra o Irã. Ademais, o petróleo deve acumular mais uma semana de alta.


Ameaça de ataque no Irã Na última sessão, os investidores refletiram a fala de pessoas ligadas ao governo israelense sobre a retaliação do país contra o Irã, com Benjamin Netanyahu conversando também sobre a operação com o governo americano na quinta-feira e o gabinete de segurança de Israel devendo votar em uma proposta de ataque ainda essa semana. Na quarta-feira (09), o ministro da Defesa de Tel-Aviv, Yoav Gallant, afirmou que o ataque de Israel contra o Irã será “letal, preciso e especialmente surpreendente", o que também movimentou os ânimos do mercado. As preocupações sobre o direcionamento do conflito a partir das ameaças israelenses levaram inclusive países do Golfo a pedirem para os Estados Unidos evitar que esse ataque atinja a infraestrutura energética iraniana, temendo que a situação escale e suas próprias unidades também sejam atingidas no processo – com países como Arábia Saudita, Emirados Árabes e Qatar não devendo permitir que Israel atravesse seus respectivos espaços aéreos para realizar os ataques prometidos. 

Em geral, o mercado mais uma vez revisa os prêmios de risco associados ao conflito, com a ameaça de escalonamento da guerra cada vez mais latente apoiando a forte alta do petróleo. Investidores temem que, caso Israel ataque campos e terminais de petróleo no Irã, o país revide novamente e se insira, de fato, na guerra. Desde semana passada, agencias de rastreamento de tankers já apontam que a expetativa de retaliação levou a uma queda das exportações iranianas de petróleo dado o menor volume de navios nos terminais do país: a Platts, por exemplo, estima uma média de 816 kbpd para o indicador na primeira semana de outubro – valor bem abaixo dos 1.700 kbpd que Teerã havia registrado ao longo do ano.

Produção da OPEP+ em setembro Estimativas apontam que a produção da OPEP+ recuou quase 500 kbpd em setembro, levando o resultado do mês para 40,23 mbpd. O movimento reflete, principalmente, os problemas produtivos enfrentados pela Líbia (-410 kbpd) e também pelo Iraque (-130 kbpd) – com o país buscando atender os cortes voluntários estabelecidos no início do ano. De acordo com a pesquisa, os países comprometidos com restrições produtivas seguiram apresentando um volume maior do que esperado, quase 232 kbpd acima das cotas, mas o indicador representa uma “melhora” no comparativo com agosto, conforme a produção extrapolava em mais de 327 kbpd no mês anterior. Ademais, apesar da queda produtiva do grupo, espera-se que a partir de dezembro a oferta volte a aumentar, conforme alguns países gradualmente revertam a política de cortes voluntários. 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,675/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 3,68% na sessão passado, alcançando USD 9,4486/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,65%, alcançando USD 2,704 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,84%, próximos a USD 9,369 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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