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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Percepção de menores riscos sobre a oferta de petróleo pressiona petróleo
 
 
Bruno Cordeiro
 
Isabela Garcia

Na última terça-feira (15), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociados a USD 74,25 bbl (-4,14%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 70,58 bbl (-4,4%).

Os contratos do petróleo estenderam a queda observada nas sessões anteriores, influenciado pelas perspectivas de menores riscos sobre a oferta da commodity após rumores de que Israel comunicou ao governo americano que as respostas aos ataques iranianos devem ocorrer contra bases militares do Irã, evitando atingir instalações petrolíferas ou nucleares do país. Além disso, o relatório de projeções da IEA também teve efeito baixista ao estimar superávits do balanço global de petróleo nos próximos trimestres, com um ritmo de crescimento da oferta superior ao consumo. 

Hoje pela manhã (16), o contrato do Brent para vencimento em dezembro/24 é negociado em torno de USD 73,9 bbl (-0,5%) até as 09h0. Os preços seguem recuando, com uma maior aversão ao risco de investidores, menores temores de disrupções da produção iraniana e desaceleração do consumo global pressionando os futuros da commodity.


IEA também revisa projeções de demanda global Na última terça-feira, a Agência Internacional de Energia (IEA) revisou suas projeções do balanço global de petróleo e derivados, rebaixando novamente suas projeções para o consumo esse ano. De acordo com o reporte, o crescimento do consumo de petróleo deve ficar em 860 kbpd, 40 kbpd a menos do que estimado no relatório de setembro, citando a China como driver da desaceleração do indicador – seja pela desaceleração econômica como também pela substituição de combustíveis na matriz energética - como já vinha sendo discutido em meses anteriores. Para 2025, a agência ainda espera um crescimento de 1 mbpd da demanda global, influenciado pelo desempenho de economias asiáticas, mas projeta que o pico de consumo de petróleo deverá ser atingido em 2030.

Considerando a oferta, a IEA estima que os estoques globais de petróleo estão em níveis mais baixos dado os consecutivos déficits do balanço da commodity em 2024, mas que as reservas de derivados ainda se situam acima da média sazonal dado a maior atividade das refinarias em um ritmo de crescimento maior do que o consumo, o que limita os riscos de desabastecimento do mercado de combustíveis. A IEA também seguiu destacando que o aumento da produção de países secundários contribui para diminuir o déficit causado por players da OPEP, com os primeiros devendo aumentar a oferta em 1,5 mbpd. Assim, esse fator e a expectativa de retomada gradual da produção da OPEP (que hoje conta com uma capacidade ociosa de quase 8 mbpd de acordo com a agência), deve contribuir para a formação de estoques de petróleo nos próximos trimestres, o que representa uma perspectiva mais baixista para os preços do que outras estimativas do mercado.    

Petrobras inicia operação de novo FPSO No início da semana, a Petrobras iniciou as operações do FPSO Maria Quitéria no campo de Jubarte, com a plataforma tendo capacidade de produzir 100 kbpd e armazenar quase 1 milhão de barris. O início das operações era previsto para 2025, mas foi antecipado pela companhia em meio a estratégia da estatal em aumentar a produção de petróleo, visando especialmente as exportações. Além disso, a Petrobras espera a resposta do Ibama sobre a exploração na Margem Equatorial ainda esse ano, com a companhia apostando na região para repor a produção de petróleo em meio a amadurecimento dos campos operacionalizados atualmente. Esses movimentos da estatal, que vem ampliando investimentos em Exploração e Produção nos últimos anos, contribui para o Brasil ser um dos líderes do crescimento da oferta global de petróleo, junto com a Guiana e Estados Unidos, devendo direcionar esses volumes produzidos para o mercado internacional.    

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,498/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -4,14% na sessão passado, alcançando USD 8,83575/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,24%, alcançando USD 2,488 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,46%, próximos a USD 8,795 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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