IEA também revisa projeções de demanda global Na última terça-feira, a Agência Internacional de Energia (IEA) revisou suas projeções do balanço global de petróleo e derivados, rebaixando novamente suas projeções para o consumo esse ano. De acordo com o reporte, o crescimento do consumo de petróleo deve ficar em 860 kbpd, 40 kbpd a menos do que estimado no relatório de setembro, citando a China como driver da desaceleração do indicador – seja pela desaceleração econômica como também pela substituição de combustíveis na matriz energética - como já vinha sendo discutido em meses anteriores. Para 2025, a agência ainda espera um crescimento de 1 mbpd da demanda global, influenciado pelo desempenho de economias asiáticas, mas projeta que o pico de consumo de petróleo deverá ser atingido em 2030.
Considerando a oferta, a IEA estima que os estoques globais de petróleo estão em níveis mais baixos dado os consecutivos déficits do balanço da commodity em 2024, mas que as reservas de derivados ainda se situam acima da média sazonal dado a maior atividade das refinarias em um ritmo de crescimento maior do que o consumo, o que limita os riscos de desabastecimento do mercado de combustíveis. A IEA também seguiu destacando que o aumento da produção de países secundários contribui para diminuir o déficit causado por players da OPEP, com os primeiros devendo aumentar a oferta em 1,5 mbpd. Assim, esse fator e a expectativa de retomada gradual da produção da OPEP (que hoje conta com uma capacidade ociosa de quase 8 mbpd de acordo com a agência), deve contribuir para a formação de estoques de petróleo nos próximos trimestres, o que representa uma perspectiva mais baixista para os preços do que outras estimativas do mercado.
Petrobras inicia operação de novo FPSO No início da semana, a Petrobras iniciou as operações do FPSO Maria Quitéria no campo de Jubarte, com a plataforma tendo capacidade de produzir 100 kbpd e armazenar quase 1 milhão de barris. O início das operações era previsto para 2025, mas foi antecipado pela companhia em meio a estratégia da estatal em aumentar a produção de petróleo, visando especialmente as exportações. Além disso, a Petrobras espera a resposta do Ibama sobre a exploração na Margem Equatorial ainda esse ano, com a companhia apostando na região para repor a produção de petróleo em meio a amadurecimento dos campos operacionalizados atualmente. Esses movimentos da estatal, que vem ampliando investimentos em Exploração e Produção nos últimos anos, contribui para o Brasil ser um dos líderes do crescimento da oferta global de petróleo, junto com a Guiana e Estados Unidos, devendo direcionar esses volumes produzidos para o mercado internacional.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,498/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -4,14% na sessão passado, alcançando USD 8,83575/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,24%, alcançando USD 2,488 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,46%, próximos a USD 8,795 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.