Vendas de combustíveis em setembro Os dados parciais da ANP sobre as vendas de combustíveis indicam uma desaceleração da demanda por diesel B em setembro, enquanto a comercialização de gasolina também segue menor do que o ano passado. De acordo com a agência, as vendas de diesel B somaram 5,7 milhões m³ no mês, volume apenas 0,2% acima no comparativo com set/23, além de ficar abaixo da marca de 6 milhões m³ após dois meses. Em geral, a desaceleração da demanda já era observada em agosto, conforme os setores que costumam impulsionar o consumo do derivado no terceiro trimestre, especialmente o agrícola, também não apresentaram forte crescimento em relação o ano passado. Entretanto, o bom resultado de outros segmentos da economia ainda apoia a demanda por diesel, o que levou o indicador acumulado de vendas a acumular 50,46 milhões m³ entre janeiro e setembro, volume 3,18% superior ao mesmo período de 2023. A expectativa é que, mesmo podendo registrar uma maior desaceleração no quarto trimestre – comum considerando a sazonalidade do indicador – a demanda brasileira deve crescer 3% em 2024, de acordo com a atualização mais recente das estimativas da StoneX.
Para a gasolina, as vendas em setembro atingiram 3,6 milhões m³, volume 2% menor no comparativo com o ano passado. Novamente, uma paridade menos favorável do fóssil em algumas regiões, especialmente São Paulo, seguiu favorecendo a demanda por etanol hidratado – o qual registrou um crescimento anual de 14,65% das vendas em setembro. Esse movimento fica claro quando se considera que a demanda por combustíveis leves como um todo (ciclo otto) registrou alta em setembro em 2,8% a.a. No acumulado do ano, as vendas do fóssil somam 32,61 milhões m³, uma queda de 5,51% no comparativo com 2023. Espera-se que o combustível siga registrando queda frente o ano passado dado que o hidratado deve permanecer com uma paridade favorável, mas esse recuo das vendas pode ser amenizado na medida que a demanda por combustíveis leves em outras regiões também apoie o consumo de gasolina.
Política monetária chinesa em foco Um dos pontos de suporte para o mercado no início da semana é a movimentação das taxas de juros de referência para empréstimos (LPR), com o Banco do Povo da China (PBoC) reduzindo os juros acima do antecipado pelos agentes. Assim, as referências reduziram em 0.25 p.p, com as taxas de 1 ano indo para 3,35% e de 5 anos em 3,6%. Trata-se de um claro estímulo para a demanda interna, tanto para consumo quanto investimento, ao reduzir os custos de financiamento. Nas últimas semanas, o governo chinês tem realizado uma série de anúncios de estímulos econômicos – fiscais e monetários – visando contribuir para o crescimento do país em 2024. Apesar das incertezas dos impactos dessas políticas sobre a demanda interna, o mercado recebeu bem as novas medidas. Caso elas sejam bem-sucedidas, poderão contribuir para estimular também o mercado de petróleo da China, o qual vem registrando uma maior desaceleração devido o consumo mais enfraquecido, evidenciado pela queda das importações e do processamento do óleo bruto.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,258/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,87% na sessão passado, alcançando USD 8,69414/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,75%, alcançando USD 2,306 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,93%, próximos a USD 8,862 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.