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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo acumula queda de 7% na semana 
 
 
Bruno Cordeiro
 
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com uma queda de 7,57%, sendo negociados na sexta-feira (18) a USD 73,06 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, acumulando uma baixa de 8,39% na semana, cotados a USD 69,22 bbl.

Após duas de semanas de forte alta, os futuros do petróleo reverteram a tendência conforme os agentes reprecificaram os riscos de oferta associados ao conflito no Oriente Médio após Israel não ter realizado a ofensiva contra o Irã, além de sinalizar que não visaria instalações de petróleo e nucleares de Teerã. Além disso, preocupações com a demanda chinesa por petróleo e uma maior aversão ao risco do mercado como um todo contribuíram para manter os contratos mais pressionados no período. 

Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em dezembro/24 é negociado em torno de USD 74,47 bbl (+1,93%) até as 09h05. Os contratos encontram espaço para recuperação após a forte queda da última semana, com mercado ponderando os fundamentos do período. Ademais, o anúncio de corte maior que antecipado das taxas de juros na China também apoia a alta dos futuros. 


Vendas de combustíveis em setembro Os dados parciais da ANP sobre as vendas de combustíveis indicam uma desaceleração da demanda por diesel B em setembro, enquanto a comercialização de gasolina também segue menor do que o ano passado. De acordo com a agência, as vendas de diesel B somaram 5,7 milhões m³ no mês, volume apenas 0,2% acima no comparativo com set/23, além de ficar abaixo da marca de 6 milhões m³ após dois meses. Em geral, a desaceleração da demanda já era observada em agosto, conforme os setores que costumam impulsionar o consumo do derivado no terceiro trimestre, especialmente o agrícola, também não apresentaram forte crescimento em relação o ano passado. Entretanto, o bom resultado de outros segmentos da economia ainda apoia a demanda por diesel, o que levou o indicador acumulado de vendas a acumular 50,46 milhões m³ entre janeiro e setembro, volume 3,18% superior ao mesmo período de 2023. A expectativa é que, mesmo podendo registrar uma maior desaceleração no quarto trimestre – comum considerando a sazonalidade do indicador – a demanda brasileira deve crescer 3% em 2024, de acordo com a atualização mais recente das estimativas da StoneX.

Para a gasolina, as vendas em setembro atingiram 3,6 milhões m³, volume 2% menor no comparativo com o ano passado. Novamente, uma paridade menos favorável do fóssil em algumas regiões, especialmente São Paulo, seguiu favorecendo a demanda por etanol hidratado – o qual registrou um crescimento anual de 14,65% das vendas em setembro. Esse movimento fica claro quando se considera que a demanda por combustíveis leves como um todo (ciclo otto) registrou alta em setembro em 2,8% a.a. No acumulado do ano, as vendas do fóssil somam 32,61 milhões m³, uma queda de 5,51% no comparativo com 2023. Espera-se que o combustível siga registrando queda frente o ano passado dado que o hidratado deve permanecer com uma paridade favorável, mas esse recuo das vendas pode ser amenizado na medida que a demanda por combustíveis leves em outras regiões também apoie o consumo de gasolina. 

Política monetária chinesa em foco Um dos pontos de suporte para o mercado no início da semana é a movimentação das taxas de juros de referência para empréstimos (LPR), com o Banco do Povo da China (PBoC) reduzindo os juros acima do antecipado pelos agentes. Assim, as referências reduziram em 0.25 p.p, com as taxas de 1 ano indo para 3,35% e de 5 anos em 3,6%. Trata-se de um claro estímulo para a demanda interna, tanto para consumo quanto investimento, ao reduzir os custos de financiamento. Nas últimas semanas, o governo chinês tem realizado uma série de anúncios de estímulos econômicos – fiscais e monetários – visando contribuir para o crescimento do país em 2024. Apesar das incertezas dos impactos dessas políticas sobre a demanda interna, o mercado recebeu bem as novas medidas. Caso elas sejam bem-sucedidas, poderão contribuir para estimular também o mercado de petróleo da China, o qual vem registrando uma maior desaceleração devido o consumo mais enfraquecido, evidenciado pela queda das importações e do processamento do óleo bruto.  

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,258/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,87% na sessão passado, alcançando USD 8,69414/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,75%, alcançando USD 2,306 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,93%, próximos a USD 8,862 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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