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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Alta dos estoques de petróleo e gasolina nos EUA pressiona óleo bruto
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (23), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociados a USD 74,96 bbl (-1,42%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 70,77 bbl (-1,35%).

O mercado operou em queda após o relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA apontar para um avanço dos estoques de petróleo acima do divulgado pelo API no dia anterior. Paralelo a isso, o crescimento das reservas da gasolina em meio à uma demanda desaquecida do combustível no país também contribuiu para pressionar as cotações do óleo bruto.

Hoje pela manhã (24), o contrato do Brent para vencimento em dezembro/24 é negociado em torno de USD 76,47 bbl (+2,03%) até as 07h20. O ataque de mísseis promovido por Israel nas capitais do Líbano e da Síria renovaram os receios sobre uma escalada dos conflitos no Oriente Médio, gerando preocupação sobre eventuais impactos à infraestrutura petrolífera na região.


Estoques de petróleo crescem nos EUA De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA apresentaram um avanço semanal de 5,47 milhões de barris, volume maior do que o apontado pelo API no dia anterior, de 1,64 milhão de barris. O crescimento das reservas ocorre a despeito de uma demanda interna e externa aquecida da commodity, em meio a uma produção que opera em patamares recordes (13,5 mbpd) e importações próximas às máximas históricas dos últimos cinco anos para o período (6,43 mbpd). Vale destacar que a manutenção da produção em níveis altos reflete os baixos impactos que os eventos climáticos recentes causaram à infraestrutura produtiva que se encontra no Golfo do México, principal região que sofreu com a passagem de furacões ao longo desse ano.

Os estoques de gasolina também cresceram, seguindo caminho contrário ao apontado pelo API e pelas expectativas do mercado. No geral, uma demanda doméstica desaquecida e um avanço da oferta pelas refinarias permitiu um balanço superavitário do combustível ao longo da semana. As reservas de diesel, no entanto, operaram com uma queda semanal de 1,14 milhão de barris, volume em linha com o API, em meio a um consumo interno que opera em patamares mais elevados e exportações pujantes do derivado fóssil.

Situação no Oriente Médio segue incerta Ao longo do dia de ontem, novos ataques de mísseis foram registrados na região central de Beirute, capital do Líbano. Como contrapartida às ofensivas israelenses, o grupo Hezbollah promoveu o lançamento de drones à algumas instalações militares próximas à Tel Aviv, o que reacendeu os receios do mercado sobre uma escalada dos conflitos. Tal situação ocorre a despeito dos pedidos do governo norte-americano de novas negociações de paz entre o governo israelense e os grupos apoiados pelo Irã, evidenciando uma certa fragilidade sobre a capacidade americana de controlar as tensões no Oriente Médio. Nesse sentido, o mercado deve seguir monitorando o desenvolvimento da guerra, buscando entender os possíveis impactos à infraestrutura produtiva e logística do mercado de petróleo em importantes players que se concentram dentro ou ao redor dos conflitos.
 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,342/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,42% na sessão passado, alcançando USD 8,92024/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,90%, alcançando USD 2,378 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 2,08%, próximos a USD 9,106 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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