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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Mercado de petróleo ainda precifica impactos do conflito no Oriente Médio
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última terça-feira (29), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociados a USD 71,12 bbl (-0,42%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 67,21 bbl (-0,25%).

A sessão ainda foi marcada pelos acontecimentos do final de semana, com investidores buscando entender como a ofensiva israelense pode influenciar os rumos da guerra no Oriente Médio e rumores de um acordo de cessar-fogo na região também levando a mais um dia de queda dos contratos. A indefinição do conflito, apesar das perspectivas menos alarmistas, contribui para a tendência menos clara dos preços, o que explica parte da alta dos futuros verificadas no início da quarta-feira que recupera parte das fortes perdas acumuladas no início da semana.

Assim, hoje pela manhã (30), o contrato do Brent para vencimento em dezembro/24 é negociado em torno de USD 71,85 bbl (+1,03%) até as 09h10. O mercado parece corrigir parte do movimento verificado nas últimas duas sessões, além de investidores refletirem o relatório do API e aguardarem a divulgação da primeira estimativa para o PIB americano no 3T24.


API registra leve queda dos estoques nos EUA Na terça-feira, o API divulgou que as reservas de petróleo nos Estados Unidos apresentaram leve queda na última semana, em 573 mil barris, enquanto o mercado estimava uma recuperação em torno de 2,8 milhões de barris do indicador. Para os derivados, o API registra uma queda dos estoques tanto para diesel (-1,4 milhão de barris) quanto gasolina (-282 mil barris) no período – neste caso, se teve também divergência quanto o movimento estimado pelos agentes, que projetavam uma alta de 1 milhão de barris. Em geral essas diferentes tendências para as reservas de gasolina e petróleo – com o API sinalizando que o balanço interno continua apertado -, contribui para apoiar os preços do petróleo nessa manhã, e direciona os olhares dos investidores para o relatório da EIA que será divulgado hoje a fim de entender se a demanda americana ainda explica essa deterioração dos estoques.

Resultado da Petrobras no 3T24 A Petrobras divulgou ontem o relatório de vendas e produção da companhia para o terceiro trimestre de 2024, indicando uma queda do volume produzido de petróleo e das vendas de derivados para o mercado interno no comparativo com o ano anterior. No reporte, a estatal produziu 2,13 Mboed no 3T, uma queda de 8,2% contra 3T23, refletindo manutenções que paralisaram parte das operações de alguns campos. Para os derivados, o volume de vendas cresceu 4,2% em relação ao trimestre anterior, refletindo o aumento sazonal da demanda por combustíveis no país, especialmente diesel e QAV. Entretanto, quando se compara com o 3T23, o resultado apresenta queda de 2,7%, influenciada tanto pelo diesel (-5,1%) quanto a gasolina (-4,8%). 

StoneX divulga estimativa para demanda de Ciclo Otto Nessa quarta-feira, a StoneX divulgou a revisão das estimativas de demanda de Ciclo Otto no Brasil para 2024, trazendo também a primeira projeção para 2025. Entende-se que a economia mais aquecida nesse ano, com um forte crescimento do consumo das famílias e da circulação de veículos leves deve levar a um aumento maior da demanda por combustíveis leves, levando a uma revisão do indicador de Ciclo Otto de 59 milhões m³ da última estimativa para 59,3 milhões m³ (+3,6% a.a) na atualização de outubro. Nesse contexto, espera-se um crescimento de 31,7% da demanda por etanol hidratado, enquanto a gasolina C ainda deve registrar queda no ano para um consumo de 44,5 milhões m³ (-3,2% a.a).

Para 2025, é esperado a sequência do crescimento do consumo de combustíveis leves, mas em menor volume do que projetado para esse ano, dada as projeções para a economia brasileira. Dessa maneira, a StoneX estima que a demanda de Ciclo Otto passará para 60,2 milhões m³ (+1,7%), sendo um ano marcado pela recuperação do consumo de gasolina C (+3,4% a.a) em detrimento do etanol (-4,2% a.a) dada a perda de competitividade desse último diante a dinâmica esperada para o setor sucroenergético na safra 2025/2. Clientes StoneX podem acessar o relatório completo clicando aqui.    

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,346/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,42% na sessão passado, alcançando USD 8,46328/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 23,30%, alcançando USD 2,847 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,97%, próximos a USD 8,545 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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