Prêmios de risco no Oriente Médio Rumores de que o Irã deverá revidar o ataque israelense contribuiu para a retomada dos prêmios de risco associados ao Oriente Médio, conforme investidores voltaram a temer uma escalada do conflito. Criou-se a expectativa, a partir dos rumores, de que esse movimento ocorrerá nos próximos dias inclusive com o risco de a ofensiva com mísseis vir a partir do Iraque (por milícias iraquianas apoiadas por Teerã). O Irã vem prometendo um contra-ataque desde a semana passada, com o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmando que o país responderá Israel de forma "implacável", mas apenas ontem os investidores se voltaram para essas falas. Nos últimos dias, o Iraque já havia alegado que Israel violou seu espaço aéreo para concluir o ataque no final de semana. Em resumo, o mercado continua bastante sensível a situação no Oriente Médio, com o aumento de ofensivas e ameaças levantando os riscos de oferta associados ao conflito, apoiando a recuperação dos preços.
Índia deve registrar crescimento do consumo de petróleo Pesquisas apontam que as refinarias indianas deverão aumentar o ritmo de atividade ao longo do quarto trimestre, estendendo o bom resultado de setembro, na medida que se espera um crescimento da demanda por petróleo e derivados no país. Uma série de fatores contribui para um consumo mais aquecido, tanto pelo ritmo de crescimento da economia e das atividades industriais (com crescimento projetado de 7,2%), quanto pelos feriados e festivais que o país terá nos próximos meses, aumentando o fluxo de pessoas e a demanda por combustíveis. Em setembro, estima-se que a Índia processou mais de 5,2 mbpd de petróleo, um aumento de 4,8% no comparativo anual, no acumulado entre abril e setembro (a primeira metade do ano fiscal 2024-35 do calendário indiano), o refino ficou em 5,29 mbpd em média, uma alta de 1,7% em relação ao mesmo período em 2023.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,707/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,84% na sessão passado, alcançando USD 8,70604/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -5,17%, alcançando USD 2,698 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,35%, próximos a USD 8,824 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.