Produção da OPEP+ deve crescer em outubro De acordo com algumas pesquisas do mercado, após atingir a mínima anual em setembro, a oferta de petróleo da OPEP12 apresentou uma recuperação em outubro, garantida principalmente pela retomada da oferta da commodity pela Líbia após a resolução das tensões políticas no país. Dessa forma, foi observado um incremento mensal de 190 kbpd da produção do grupo, totalizando 26.330 kbpd. Apesar do resultado positivo para a oferta da OPEP12, vale destacar que o Iraque – membro que se comprometeu com cortes compensatórios para os próximos meses – apresentou uma redução do indicador, o que pode afetar o número final da oferta total dos membros. Além disso, outros importantes produtores da OPEP+, como a Rússia e o Cazaquistão, também se comprometeram com reduções compensatórias por praticar uma oferta acima dos níveis limitados pelos tetos produtivos do grupo, fator que pode comprometer a recuperação da oferta do grupo para o último mês.
Margens baixas devem desmotivar produtores na China Entre janeiro e setembro de 2024, as importações de petróleo pela China operaram com uma queda de 3% frente ao mesmo período do ano passado. Apesar das projeções iniciais apontarem para um resultado positivo do indicador em outubro, as expectativas seguem de uma demanda fraca das refinarias no último trimestre do ano, em meio à uma diminuição das margens de refino e um mercado de combustíveis menos aquecido no país. Vale destacar que o excedente exportável também fica limitado devido à política de cotas de exportação por parte do governo, desincentivando ainda mais o processamento de petróleo. Ainda assim, vale destacar que o quarto trimestre do ano é marcado por uma expansão sazonal da demanda por combustíveis, fator que pode servir de apoio à uma eventual busca pela expansão da produção de derivados fósseis pelo maior importador de petróleo do mundo. A evolução desse cenário nos próximos meses será monitorada de perto pelo mercado, dada a condição da China como um driver do consumo global de óleo bruto.
Nova tempestade pode atingir o Golfo do México De acordo com o Centro Nacional de Furacões dos EUA, a tempestade tropica Rafael, que se encontra atualmente nas Ilhas Cayman, deve ter como destino final o estado de Luisiana, que concentra parte importante da produção offshore de petróleo da Costa do Golfo. Apesar das expectativas serem de uma perda acelerada da velocidade da tempestade ao atingir a costa americana, os receios sobre novos problemas produtivos na região acabaram entregando suporte às cotações do óleo bruto no início da sessão de hoje.
Trajetória esperada da tempestade tropical Rafael
![[Image of probabilities of 34-kt winds]](https://www.nhc.noaa.gov/storm_graphics/AT18/refresh/AL182024_wind_probs_34_F120+png/115048.png)
Fonte: NHC.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,781/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,71% na sessão passado, alcançando USD 8,93452/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 4,02%, alcançando USD 2,77 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,47%, próximos a USD 8,976 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.