O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Eleições americanas e fortalecimento do dólar pressionam petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (06), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociados a USD 74,92 bbl (-0,81%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 71,69 bbl (-0,42%).

O fortalecimento do dólar em meio a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas contribuiu para gerar novas pressões baixistas sobre o petróleo. Paralelo a isso, o avanço dos estoques do óleo bruto, de gasolina e de diesel nos EUA auxiliou na redução das cotações ao longo da sessão passada.

Hoje pela manhã (07), o contrato do Brent para vencimento em janeiro/25 é negociado em torno de USD 74,37 bbl (-0,73%) até as 08h20. A sessão amanhece em queda conforme os dados divulgados pelo NBS apontam para uma redução do processamento de petróleo na China pelo sexto mês consecutivo, influenciando nas expectativas menos positivas sobre a demanda chinesa para os próximos meses.


Perspectivas mistas sobre eleições americanas Ao longo da sessão passada, o mercado observou uma forte valorização do Dollar Index, que operou com uma alta intradiária de 1,61%, totalizando 105,08 pontos. Tal cenário ocorre em meio às perspectivas de que a vitória de Trump nas eleições presidenciais dos EUA e a possibilidade de uma guerra comercial com a China permitisse um novo processo inflacionário ao redor do mundo, contribuindo para taxas de juros mais elevadas e, por consequência, uma desaceleração da economia global. A maior busca pelo dólar e as expectativas de uma economia menos aquecida contribuíram para a saída dos investidores de ativos considerados mais arriscados, como commodities agrícolas e energéticas, com os preços do petróleo sendo pressionados para baixo por essa movimentação. Apesar dos receios macroeconômicos, a perspectiva de que a futura Administração Trump reduza o orçamento de órgãos ambientais – como o EPA – e busque desacelerar o desenvolvimento do mercado de biocombustíveis nos EUA acabou reduzindo as perdas observadas ontem.

Estoques de petróleo crescem nos EUA Auxiliando nas baixas de ontem, o relatório semanal do DOE apresentou uma expansão dos estoques comerciais de petróleo nos EUA em 2,1 milhões de barris, volume em linha com o esperado pelo mercado. A alta, no entanto, foi menor do que as movimentações sazonais de anos anteriores, com o indicador passando a operar nas mínimas históricas dos últimos cinco anos para o período. Grande parte desse crescimento menor do que o usual das reservas americanas se deve, em grande medida, a demanda doméstica da commodity, que opera nas máximas históricas dos últimos cinco anos para o período, com o fator de utilização das refinarias rompendo os 90 pontos percentuais.

Os estoques da gasolina e do diesel também operaram em alta, na ordem de 412 mil e 2,9 milhões de barris, respectivamente. No geral, ambos os combustíveis seguem com uma demanda fraca, com o diesel sofrendo mais em meio à redução das atividades industriais no país. Tal situação permite um aumento do excedente exportável desses combustíveis, com os EUA mantendo as suas exportações de derivados em patamares elevados.

Importações de diesel crescem no Brasil De acordo com os dados divulgados pelo MDIC, as importações de diesel alcançaram 1,51 milhões de m³ em outubro, marcando alta de 22,5% em relação ao mesmo período do ano passado. A manutenção de níveis elevados de internalização do combustível reflete a expansão do consumo do derivado fóssil em meio ao crescimento das atividades econômicas no Brasil e a continuidade de uma pauta exportadora aquecida, com o volume total de produtos exportados pelo país alcançando o terceiro melhor resultado na série histórica, permitindo um avanço da demanda por fretes para escoamento desses bens dos centros produtivos aos terminais de exportação. No acumulado anual, as internalizações de diesel alcançaram 12,68 milhões de m³ - aumento de 8,2% no comparativo com o observado entre janeiro e outubro de 2023. Ao final de 2024, as projeções da StoneX são de que o indicador totalize 15,1 milhões de m³, volume 4,3% maior frente ao verificado no ano passado, em meio à uma demanda por diesel B que alcança 67,5 milhões de m³ (+3% a.a.)

As importações de gasolina alcançaram 268 mil m³, marcando queda de 1,4% em relação ao mesmo período do ano passado, mas um aumento de 46% quando comparado com setembro/24. No geral, o resultado melhor frente ao mês anterior reflete uma desaceleração do refino – comprometendo parte da oferta interna do combustível – e, ao mesmo tempo, a manutenção do crescimento da demanda por Ciclo Otto no país. Vale destacar, no entanto, que no acumulado anual, as internalizações do derivado fóssil apresentam uma queda de 35,5% frente a 2023, totalizando 2,42 milhões de m³, em meio a um consumo de gasolina C fragilizado no país, conforme a paridade de preços entre etanol e gasolina seguiu beneficiando o biocombustível em importantes estados demandantes de combustíveis leves. Mesmo com as expectativas de uma demanda mais aquecida por gasolina C nos últimos meses do ano – com a paridade de preços voltando a crescer e auxiliando na demanda do fóssil –, a StoneX projeta que as vendas do combustível totalizem 44,5 milhões de m³ - queda de 3,2% no comparativo anual –, o que deve influenciar na continuidade de importações menos elevadas.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,747/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,81% na sessão passado, alcançando USD 8,91548/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,81%, alcançando USD 2,745 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,67%, próximos a USD 8,856 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

image 103519

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Energia

Diesel enfrenta três riscos para a oferta global em 2026

Entenda como paradas em refinarias, ataques e gargalos no refino global podem restringir a oferta de diesel nos próximos meses.

Liderança Inovadora
Liderança Inovadora
  • Energia

Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

Mike Castle
Mike Castle
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.