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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Importações brasileiras de combustíveis recuam em novembro
 
 
Bruno Cordeiro
 
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (05), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociados a USD 71,37 bbl (-0,3%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 68,3 bbl (-0,35%).

O petróleo acumulou leve queda mesmo com o anúncio oficial de que a OPEP irá adiar o fim dos cortes voluntários para abril/25. Entretanto, esse movimento já havia sido precificado pelos agentes, com a queda de ontem refletindo perspectivas menos otimistas para a demanda global de petróleo bem como o menor apetite por risco dos investidores.

Hoje pela manhã (06), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro/25 é negociado em torno de USD 71,37 bbl (-1,0%) até as 09h20. Perspectivas menos positivas para a demanda global e maior aversão ao risco do mercado contribui para pressionar os futuros do petróleo, os quais devem acumular mais uma semana de queda.


Decisões da política da OPEP Na quinta-feira, a OPEP realizou a sua reunião para decidir sobre a política produtiva do grupo para 2025, acompanhando os rumores do mercado ao decidir estender os cortes voluntários para abril/25. A medida já era antecipada, com o grupo optando por restringir a produção de petróleo em meio um mercado menos aquecido, especialmente levando em conta a demanda chinesa enfraquecida. Uma novidade do plano é que o prazo de retomada gradual foi estendido para 18 meses, ou seja, os países que optaram por estender os cortes deverão aumentar gradualmente a oferta até setembro/26 – anteriormente esse prazo era até 12 meses depois do fim dos cortes voluntários. Apesar do efeito de contribuir para um déficit do balanço global por mais tempo do que era esperado inicialmente, a medida era considerada “precificada” pelos investidores, o que contribuiu para a queda dos preços na última sessão.

Balança comercial de combustíveis De acordo com o MDIC, as importações brasileiras de combustíveis recuaram em novembro após o forte volume de compras do mês anterior. O indicador do diesel ficou em 844,4 mil m³, quase metade do volume internalizado em outubro e também 19% menor no comparativo com nov/23. Entende-se que o resultado mais fraco do mês reflete a menor necessidade de importações, seja pela queda sazonal do consumo doméstico como também pelo forte volume adquirido nos meses anteriores. Dessa forma, o número de novembro alcançou o menor patamar desde jan/23. Ademais, outro destaque foi o aumento das importações dos Estados Unidos, com o país ampliando novamente seu market-share no balanço do diesel (39%) em detrimento de países árabes, mas a Rússia segue como a principal fornecedora do combustível (56%), com esses dois países praticamente fornecendo todo o diesel importado em novembro.

Para a gasolina, observou-se um cenário similar. De acordo com o MDIC, as importações do combustível ficaram em 124 mil m³ em novembro, uma queda de 37,5% em relação ao mesmo período no ano passado além de também recuar fortemente no comparativo com outubro (268 mil m³). Para o combustível leve, entende-se que esse menor volume de importação no último mês acaba refletindo o aumento da produção do derivado internamente, que limita a necessidade de importação, mas esse volume pode voltar a crescer em dezembro diante a perspectiva de maior consumo da gasolina no final do ano. Ademais, no acumulado de 2024, o indicador de importações soma 2,55 milhões m³, volume 35,6% menor do que no mesmo período em 2023, quando se considera o volume entre janeiro e novembro é possível inferir que o número também foi bastante impactado pela queda da demanda de gasolina ao longo do ano frente o etanol hidratado, o que deve garantir que o indicador de importações acumule queda no comparativo com o ano passado. 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,079/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,30% na sessão passado, alcançando USD 8,57871/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,89%, alcançando USD 3,016 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,72%, próximos a USD 8,517 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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