Decisões da política da OPEP Na quinta-feira, a OPEP realizou a sua reunião para decidir sobre a política produtiva do grupo para 2025, acompanhando os rumores do mercado ao decidir estender os cortes voluntários para abril/25. A medida já era antecipada, com o grupo optando por restringir a produção de petróleo em meio um mercado menos aquecido, especialmente levando em conta a demanda chinesa enfraquecida. Uma novidade do plano é que o prazo de retomada gradual foi estendido para 18 meses, ou seja, os países que optaram por estender os cortes deverão aumentar gradualmente a oferta até setembro/26 – anteriormente esse prazo era até 12 meses depois do fim dos cortes voluntários. Apesar do efeito de contribuir para um déficit do balanço global por mais tempo do que era esperado inicialmente, a medida era considerada “precificada” pelos investidores, o que contribuiu para a queda dos preços na última sessão.
Balança comercial de combustíveis De acordo com o MDIC, as importações brasileiras de combustíveis recuaram em novembro após o forte volume de compras do mês anterior. O indicador do diesel ficou em 844,4 mil m³, quase metade do volume internalizado em outubro e também 19% menor no comparativo com nov/23. Entende-se que o resultado mais fraco do mês reflete a menor necessidade de importações, seja pela queda sazonal do consumo doméstico como também pelo forte volume adquirido nos meses anteriores. Dessa forma, o número de novembro alcançou o menor patamar desde jan/23. Ademais, outro destaque foi o aumento das importações dos Estados Unidos, com o país ampliando novamente seu market-share no balanço do diesel (39%) em detrimento de países árabes, mas a Rússia segue como a principal fornecedora do combustível (56%), com esses dois países praticamente fornecendo todo o diesel importado em novembro.
Para a gasolina, observou-se um cenário similar. De acordo com o MDIC, as importações do combustível ficaram em 124 mil m³ em novembro, uma queda de 37,5% em relação ao mesmo período no ano passado além de também recuar fortemente no comparativo com outubro (268 mil m³). Para o combustível leve, entende-se que esse menor volume de importação no último mês acaba refletindo o aumento da produção do derivado internamente, que limita a necessidade de importação, mas esse volume pode voltar a crescer em dezembro diante a perspectiva de maior consumo da gasolina no final do ano. Ademais, no acumulado de 2024, o indicador de importações soma 2,55 milhões m³, volume 35,6% menor do que no mesmo período em 2023, quando se considera o volume entre janeiro e novembro é possível inferir que o número também foi bastante impactado pela queda da demanda de gasolina ao longo do ano frente o etanol hidratado, o que deve garantir que o indicador de importações acumule queda no comparativo com o ano passado.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,079/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,30% na sessão passado, alcançando USD 8,57871/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,89%, alcançando USD 3,016 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,72%, próximos a USD 8,517 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.