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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

IEA promove leve revisão de alta na demanda por petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (11), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em alta, sendo negociados a USD 73,52 bbl (+1,84%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 70,29 bbl (+2,48%).

As cotações do petróleo operaram em alta pela terceira sessão seguida, com a possibilidade de novas sanções da União Europeia a companhias que carregam petróleo russo acima do limite de USD 60/bbl sendo o principal fator de suporte aos preços do óleo bruto. A continuidade das tensões entre Síria e Israel e a queda dos estoques da commodity nos EUA acabaram auxiliando nas altas observadas.

Hoje pela manhã (12), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro/25 é negociado em torno de USD 73,46 bbl (-0,04%) até as 09h20. Os preços do petróleo se mantêm estáveis conforme o mercado aguarda as decisões acerca do pacote de sanções da União Europeia.


Estoques de petróleo em queda nos EUA Pela terceira semana seguida, os estoques comerciais de petróleo nos EUA operaram em queda. A redução das reservas reflete a demanda aquecida da commodity pelos centros de processamento, com o fator de utilização das refinarias se mantendo próximo das máximas históricas dos últimos cinco anos para o período, em 92,4%. Vale destacar que os estoques comerciais seguem afetados pelas transferências das reservas aos estoques estratégicos (SPR, sigla em inglês), que avançaram 724 mil barris na semana. No acumulado anual, as SPR acumulam uma alta de 37,5 milhões de barris, o que evidencia a relevância das transferências para a queda dos estoques comerciais. Contrabalanceando as baixas, a produção de petróleo pelos EUA atingiu novas máximas históricas, ultrapassando 13,6 mbpd.

 

Os estoques de gasolina e diesel, por outro lado, registraram altas na ordem de 5,1 milhões e 3,2 milhões de barris, respectivamente. A produção de ambos os combustíveis seguiu fortalecida, apoiando o balanço superavitário dos derivados. No caso do diesel, a demanda doméstica segue bem fragilizada, abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para início de dezembro, contribuindo para um cenário de reservas mais confortáveis do combustível e, ao mesmo tempo, a manutenção de exportações aquecidas, que seguem acima das máximas históricas para o período.

Projeções IEA A Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) para 2025 apontam um balanço global “confortável”, prevendo um leve superávit ao longo do ano mesmo com a inclusão dos cortes voluntários da OPEP e um crescimento maior do consumo. Em resumo, o relatório revisou positivamente a demanda por óleo bruto em 100 kbpd no comparativo com o relatório de novembro, com o indicador devendo crescer 1.100 kbpd frente 2024 por conta das expectativas de maior crescimento do consumo chinês após os últimos anúncios de estímulos monetários.  Além disso, a IEA também estima um crescimento da oferta de 1,5 mbpd de países que não pertencem à OPEP – destacando Estados Unidos, Canadá e Guiana – em um volume maior que a demanda. Isso contribui para a agência projetar um superávit de 950 kbpd em 2025 ainda considerando que a OPEP siga com restrições produtivas, caso se tenha uma mudança das cotas, esse superávit passaria para 1,4 mbpd.

StoneX revisa demanda por diesel B e biodiesel A StoneX divulgou hoje a primeira revisão das projeções para a demanda por diesel B e biodiesel no Brasil. Para 2025, é esperado que o consumo de diesel B totalize 69,9 milhões de m³ - alta anual de 3,2%. As expectativas de atividades econômicas mais aquecidas no próximo ano, principalmente no setor agropecuário – em meio às expectativas de um novo recorde na safra de soja brasileira –, contribui para um cenário de consumo de diesel B ainda mais fortalecido, que deve romper novamente as máximas históricas do indicador.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,378/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,84% na sessão passado, alcançando USD 8,74888/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 6,20%, alcançando USD 3,359 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,04%, próximos a USD 8,745 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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