Estoques de petróleo em queda nos EUA Pela terceira semana seguida, os estoques comerciais de petróleo nos EUA operaram em queda. A redução das reservas reflete a demanda aquecida da commodity pelos centros de processamento, com o fator de utilização das refinarias se mantendo próximo das máximas históricas dos últimos cinco anos para o período, em 92,4%. Vale destacar que os estoques comerciais seguem afetados pelas transferências das reservas aos estoques estratégicos (SPR, sigla em inglês), que avançaram 724 mil barris na semana. No acumulado anual, as SPR acumulam uma alta de 37,5 milhões de barris, o que evidencia a relevância das transferências para a queda dos estoques comerciais. Contrabalanceando as baixas, a produção de petróleo pelos EUA atingiu novas máximas históricas, ultrapassando 13,6 mbpd.
Os estoques de gasolina e diesel, por outro lado, registraram altas na ordem de 5,1 milhões e 3,2 milhões de barris, respectivamente. A produção de ambos os combustíveis seguiu fortalecida, apoiando o balanço superavitário dos derivados. No caso do diesel, a demanda doméstica segue bem fragilizada, abaixo das mínimas históricas dos últimos cinco anos para início de dezembro, contribuindo para um cenário de reservas mais confortáveis do combustível e, ao mesmo tempo, a manutenção de exportações aquecidas, que seguem acima das máximas históricas para o período.
Projeções IEA A Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) para 2025 apontam um balanço global “confortável”, prevendo um leve superávit ao longo do ano mesmo com a inclusão dos cortes voluntários da OPEP e um crescimento maior do consumo. Em resumo, o relatório revisou positivamente a demanda por óleo bruto em 100 kbpd no comparativo com o relatório de novembro, com o indicador devendo crescer 1.100 kbpd frente 2024 por conta das expectativas de maior crescimento do consumo chinês após os últimos anúncios de estímulos monetários. Além disso, a IEA também estima um crescimento da oferta de 1,5 mbpd de países que não pertencem à OPEP – destacando Estados Unidos, Canadá e Guiana – em um volume maior que a demanda. Isso contribui para a agência projetar um superávit de 950 kbpd em 2025 ainda considerando que a OPEP siga com restrições produtivas, caso se tenha uma mudança das cotas, esse superávit passaria para 1,4 mbpd.
StoneX revisa demanda por diesel B e biodiesel A StoneX divulgou hoje a primeira revisão das projeções para a demanda por diesel B e biodiesel no Brasil. Para 2025, é esperado que o consumo de diesel B totalize 69,9 milhões de m³ - alta anual de 3,2%. As expectativas de atividades econômicas mais aquecidas no próximo ano, principalmente no setor agropecuário – em meio às expectativas de um novo recorde na safra de soja brasileira –, contribui para um cenário de consumo de diesel B ainda mais fortalecido, que deve romper novamente as máximas históricas do indicador.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,378/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,84% na sessão passado, alcançando USD 8,74888/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 6,20%, alcançando USD 3,359 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,04%, próximos a USD 8,745 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.