Processamento na China se recupera em novembro Após oito meses em queda, a atividade das refinarias chinesas voltou a apresentar alta em novembro, expandindo 0,2% frente ao mesmo período no ano passado, estando em 14,3 mbpd. O resultado reforça a recuperação do mercado de petróleo chinês, o qual já havia surpreendido positivamente ao registrar um forte volume de importações no mês, que parece ter sido impulsionado pela demanda por diesel em meio a maior atividade industrial. Isso parece ser um indício de que os estímulos anunciados pelo governo nos últimos meses começam a refletir sobre alguns setores da economia, impactando positivamente o petróleo.
Entretanto os dados econômicos divulgados hoje como um todo ainda reforçam que a China não conseguiu reverter a tendência de desaceleração – o que acabou por limitar as perspectivas positivas sobre o mercado de petróleo do país. No acumulado do ano, a média de volume processado nas refinarias chinesas este em 14,14 mbpd, o que ainda representa uma queda de 1,8% em relação o mesmo período do ano passado. Algumas empresas do setor de produção e refino chinesas já vêm projetando que o país deve atingir um pico de consumo de óleo bruto até 2030, com a CNPC afirmando que esse ápice já foi atingido em 2023, conforme mudanças tecnológicas e desaceleração do crescimento econômico impõem limites para o crescimento do consumo.
Possíveis sanções contra Irã e Rússia O escolhido por Donald Trump para servir como Conselheiro de Segurança Nacional, Mike Waltz, defendeu na semana passada que o país deveria pressionar mais o Irã, limitando os meios de financiamento do país e aumentar as sanções contra o comércio de petróleo. As falas reforçam as perspectivas de que os Estados Unidos devem impor novas limitações de comércio para países como Rússia, Venezuela e o próprio Irã, podendo impactar a oferta global de petróleo. Na semana passada, a União Europeia já havia definido novas sanções contra Moscou. Em geral, caso esses movimentos se reflitam de fato em uma queda das exportações de petróleo desses países, implicaria em uma menor oferta num ano que se espera um crescimento maior da demanda por óleo bruto, o que contribuiu para apoiar os preços das referências na última semana.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,28/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,47% na sessão passado, alcançando USD 8,86431/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -8,80%, alcançando USD 3,151 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,81%, próximos a USD 8,793 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.