Pressões de Donald Trump Donald Trump “avisou” a União Europeia por meio de uma rede social que suas exportações poderiam ser afetadas por tarifas caso os países não aumentassem suas compras de petróleo e gás americanos. Os Estados Unidos são o principal produtor de petróleo no mundo, sendo também o maior exportador de GNL, mas contam com um déficit no balanço de transações com a União Europeia, com a “ameaça” do novo presidente visando diminuir esse resultado. Alguns analistas entendem que o bloco poderá atender a demanda de Trump na medida que o continente depende da importação de GNL e de petróleo para substituir os produtos russos, mas caso se tenha uma nova frente de guerra comercial, isso poderá ter grandes impactos para a economia global. Trata-se, portanto, de mais um grupo de países que estão sobre as ameaças de restrições comerciais pela nova administração, sendo o mais notório a China mas também com outros países do BRICS, Canadá e México. Isso aumenta o clima de incerteza no mercado.
Sanções sobre o Irã Os Estados Unidos divulgaram novas medidas para restringir o comércio de petróleo iraniano, com sanções contra empresas que estariam envolvidas no processo de exportação e, por consequência, contribuindo para a geração de receitas de Teerã. Desde outubro, quando o Irã atacou diretamente Israel, os EUA já adicionaram mais de 70 navios na lista de alvos sancionados, incluindo “supertankers” que levavam o petróleo iraniano para a China. Algumas agências estimam que esse movimento recente tem prejudicado os fluxos entre Teerã e Pequim, levando inclusive a um aumento das reservas de petróleo no Irã.
Para o próximo ano, a expectativa é de que o governo americano siga restringindo o comércio do país, com Donald Trump selecionando um Conselheiro de Segurança Nacional que já declarou que irá aplicar forte pressão sobre o Irã. Isso, por consequência, deve limitar a quantidade disponível de petróleo no mercado internacional, podendo influenciar os preços do mercado asiático, especialmente.
Israel volta a atacar o Yemen A força aérea israelense atacou a capital do Yemen visando alvos militares dos Houthis após esses terem intensificado ofensivas com mísseis contra Tel-Aviv. O ataque deixou nove mortos, além de ter atingido algumas partes da infraestrutura energética do país, incluindo hubs de estocagem de petróleo. A troca de ataques entre os agentes tem se intensificado recentemente, com os Houthis ameaçando a passagem de navios pelo Mar Vermelho novamente, o que pode atrapalhar novamente os fluxos pela região.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,584/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,69% na sessão passado, alcançando USD 8,67272/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 9,07%, alcançando USD 3,68 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,06%, próximos a USD 8,581 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.