Vendas de combustíveis no Brasil A ANP divulgou dados parciais das vendas de combustíveis em novembro, com os derivados apresentando uma queda no comparativo mensal. De acordo com a agência, as vendas de diesel B somaram 5,5 milhões m³ no período, o que representa uma estabilidade frente nov/23, mas uma queda de 11% em relação outubro. Essa queda era esperada na medida que o resultado do mês anterior havia sido o melhor da série histórica, sendo improvável sustentar esse patamar em um momento de menor consumo quando se acompanha a sazonalidade do ano. Ademais, é possível interpretar que a demanda por fretes segue bastante fortalecida, o que indica que 2024 deve apresentar um novo recorde de vendas do combustível. No acumulado até o momento, as vendas somam 62,2 milhões m³, uma alta de 3,39% no comparativo com 2023.
Para a gasolina C, a ANP registrou uma leve queda das vendas em relação 2023, com o indicador me novembro ficando em 3,6 milhões m³ (-1,09%), sendo também quase 200 m³ menor que o volume de outubro. Em geral, o Ciclo Otto também apresentou queda no comparativo mensal, o que ajuda explicar o movimento da gasolina, bem como a menor competitividade do fóssil no Centro-Sul, especialmente no estado de São Paulo. O menor volume de demanda por combustíveis leves em novembro, frente o mês anterior, também explica a queda do volume de vendas do etanol hidratado para 1,7 milhão m³, mas quando se compara com nov/23, a demanda pelo biocombustível aumentou 9,95%, ganhando espaço sobre a gasolina na composição do Ciclo Otto por mais um mês.
Exportações russas de combustíveis De acordo com companhias que rastreiam as exportações russas, o país deve apresentar uma queda das suas exportações de combustíveis em 2024. O fluxo de derivados nos portos russos esteve, em média, em 2,2 mbpd, uma queda de 9% no comparativo com 2023. Esse resultado pode ser interpretado como consequência de vários fatores, como as menores margens de refino ao longo desse ano e maiores períodos de manutenção do parque de refino russo – como reflexo dos ataques ucranianos no início de 2024 – o que fez diminuir o excedente exportável do país.
Em geral, apesar do maior número de sanções contra o mercado de petróleo russo, os impactos dessas sobre as exportações parece menor do que os outros fatores citados. Vale destacar que o Brasil seguiu como um dos principais recebedores dos produtos russos, junto da Turquia, China e Índia. De acordo com a agência, o Brasil recebeu 17% das exportações de diesel russo ao longo do ano, aumentando também a quantidade importada de gasolina ao longo de 2024.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.