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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Receios sobre inflação levam petróleo acumular queda na semana 
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com uma queda de 2,08%, sendo negociados na sexta-feira (20) a USD 72,94 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, acumulando um recuo de 2,57% na semana, cotados a USD 69,49 bbl.

Revertendo parte dos ganhos da semana anterior, a queda do petróleo nos últimos dias reflete o menor apetite por risco dos investidores em meio as incertezas da próxima administração Trump e riscos inflacionários nos Estados Unidos. 

Hoje pela manhã (23), o contrato do Brent para vencimento em março/25 é negociado em torno de USD 72,36 bbl (-0,28%) até as 09h15. Os futuros iniciam a semana em queda conforme não se teve mudanças das perspectivas do mercado sobre o balanço global em 2025, com um cenário macroeconômico incerto limitando a recuperação do óleo bruto. 


Vendas de combustíveis no Brasil A ANP divulgou dados parciais das vendas de combustíveis em novembro, com os derivados apresentando uma queda no comparativo mensal. De acordo com a agência, as vendas de diesel B somaram 5,5 milhões m³ no período, o que representa uma estabilidade frente nov/23, mas uma queda de 11% em relação outubro. Essa queda era esperada na medida que o resultado do mês anterior havia sido o melhor da série histórica, sendo improvável sustentar esse patamar em um momento de menor consumo quando se acompanha a sazonalidade do ano. Ademais, é possível interpretar que a demanda por fretes segue bastante fortalecida, o que indica que 2024 deve apresentar um novo recorde de vendas do combustível. No acumulado até o momento, as vendas somam 62,2 milhões m³, uma alta de 3,39% no comparativo com 2023.

Para a gasolina C, a ANP registrou uma leve queda das vendas em relação 2023, com o indicador me novembro ficando em 3,6 milhões m³ (-1,09%), sendo também quase 200 m³ menor que o volume de outubro. Em geral, o Ciclo Otto também apresentou queda no comparativo mensal, o que ajuda explicar o movimento da gasolina, bem como a menor competitividade do fóssil no Centro-Sul, especialmente no estado de São Paulo. O menor volume de demanda por combustíveis leves em novembro, frente o mês anterior, também explica a queda do volume de vendas do etanol hidratado para 1,7 milhão m³, mas quando se compara com nov/23, a demanda pelo biocombustível aumentou 9,95%, ganhando espaço sobre a gasolina na composição do Ciclo Otto por mais um mês

Exportações russas de combustíveis De acordo com companhias que rastreiam as exportações russas, o país deve apresentar uma queda das suas exportações de combustíveis em 2024. O fluxo de derivados nos portos russos esteve, em média, em 2,2 mbpd, uma queda de 9% no comparativo com 2023. Esse resultado pode ser interpretado como consequência de vários fatores, como as menores margens de refino ao longo desse ano e maiores períodos de manutenção do parque de refino russo – como reflexo dos ataques ucranianos no início de 2024 – o que fez diminuir o excedente exportável do país. 

Em geral, apesar do maior número de sanções contra o mercado de petróleo russo, os impactos dessas sobre as exportações parece menor do que os outros fatores citados. Vale destacar que o Brasil seguiu como um dos principais recebedores dos produtos russos, junto da Turquia, China e Índia. De acordo com a agência, o Brasil recebeu 17% das exportações de diesel russo ao longo do ano, aumentando também a quantidade importada de gasolina ao longo de 2024.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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