DOE registra forte alta dos estoques de derivados De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo nos EUA apresentaram queda semanal de 959 mil barris, volume bem inferior ao informado pelo API no dia anterior, de 4 milhões de barris. Apesar de uma redução menor do que o esperado, as reservas comerciais passaram a operar no menor valor desde setembro/24, em meio à um consumo pelas refinarias que segue operando próxima às máximas históricas dos últimos cinco anos, em 16,9 mbpd. Vale destacar que a produção se manteve elevada, em 13,5 mbpd, com as perspectivas se mantendo de uma oferta aquecida ao longo de todo ano de 2025. As importações seguiram em linha com a média histórica, mas com um fator que chama a atenção: o volume de petróleo canadense importado superou as máximas históricas, atingindo 4,42 mbpd, em meio aos receios sobre a imposição de novas tarifas ao óleo bruto fornecido pelo Canadá com a entrada da Administração Trump. Vale destacar que o volume representa 68,7% de todas as compras da commodity pelos americanos, evidenciando a importância do país para as refinarias dos EUA.
Em relação aos combustíveis, tanto os estoques de gasolina quanto de diesel operaram com altas, na ordem de 6,3 milhões e 6 milhões de barris, respectivamente. Em relação à gasolina, o forte avanço está relacionado à manutenção de uma produção aquecida, que garante a reconstrução das reservas mesmo em um cenário de demanda doméstica e externa elevadas. Já para o diesel, não só a produção se mantém em patamares altos, como também o consumo segue bem fragilizado, atingindo o menor valor desde abril/24, fator que permite a continuidade e grandes volumes sendo escoados para exportação.
Preços recuam após fortes altas Entre o final da semana passada e início dessa semana, os futuros do Brent acumularam altas próximas a 4%, superando os USD 70 bbl pela primeira vez desde meados de outubro/24. O avanço, no entanto, se deu mais por fatores especulativos, conforme o maior otimismo do mercado com as falas de Xi Jinping em relação à economia chinesa e os receios sobre a possibilidade de novas sanções sobre a Rússia e o Irã. No entanto, o mercado passou a observar novas pressões baixistas sobre os preços do óleo bruto em meio ao fortalecimento do dólar, com o Dollar Index atingindo 109,09 pontos ao longo da sessão de ontem em meio às novas falas de Donald Trump sobre não descartar a possibilidade de utilizar meios econômicos e militares para conquistar seus objetivos no Panamá e na Groenlândia. Nesse sentido, os futuros do óleo bruto passam a ser mais pressionados conforme o avanço dos receios em relação à economia global, com o entendimento de que as novas movimentações do governo americano possam gerar uma desaceleração das atividades econômicas a nível global.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,651/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,16% na sessão passado, alcançando USD 9,06304/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 4,44%, alcançando USD 3,602 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,14%, próximos a USD 9,076 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.