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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Escalada do petróleo é influenciada por temperaturas mais baixas no Hemisfério Norte
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (09), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociadas a USD 76,92 bbl (+1,0%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 73,92 bbl (+0,82%).

Após a sessão em queda, os futuros do petróleo voltaram na tendência de alta nos últimos dias, com investidores precificando um balanço apertado da commodity na medida que se observa restrições de oferta e uma maior demanda no início do ano. A queda das temperaturas no Hemisfério Norte acabou reforçando essa percepção na medida que um clima mais frio que o normal impulsiona a demanda por energia e especialmente de óleo combustível. 

Hoje pela manhã (10), o contrato do Brent para vencimento em março/25 é negociado em torno de USD 79,4 bbl (+3,21%) até as 09h15. A escalada pela manhã reflete a perspectiva de estoques pressionados pelo avanço da demanda nos Estados Unidos e Europa, com receios de interrupção da produção no Texas também alimentando o ânimo altista nessa sexta-feira. 


Preocupações com queda das temperaturas Nos últimos dias, temperaturas mais baixas tem sido registradas no Hemisfério Norte, o que contribui para apoiar a demanda por energia e pressionar os estoques, além de impactar a produção de petróleo em algumas regiões. O hub de estocagem em Cushing, Oklahoma recuou 2,5 milhões de barris na semana passada, a maior queda semanal para a região desde 2023 e que levou o indicador para o menor patamar desde 2014. Diversas regiões dos Estados Unidos devem enfrentar um clima mais frio do que o normal com inclusive neve em lugares que não costuma ocorrer, incluindo o Texas. A preocupação é de que esse clima mais frio paralise temporariamente a produção de até 700 kbpd no estado, tendo um impacto de 6 milhões de barris na semana.

Outro reflexo desse movimento, olhando especialmente o caso da demanda, é que o contrato contínuo do óleo combustível atingiu o maior patamar desde outubro/24 conforme as quedas de temperatura pressionam o consumo do combustível tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Uma estimativa do JP Morgan relaciona que a cada queda da temperatura em 1 ºF se tem um aumento do consumo em 113 kbpd de óleo combustível e propano para calefação. Todavia, atualmente os estoques nessas regiões se encontram abaixo das médias sazonais, o que acaba apoiando os preços dos contratos. 

Lineup Brasil A última atualização do lineup de combustíveis da StoneX indica uma queda das importações de gasolina em janeiro, enquanto as de diesel devem se manter estáveis. No relatório, os fluxos de diesel estão em 960 mil m³ e, apesar de se manterem em linha com o verificado em dezembro, deve representar uma queda de 10% frente o jan/24. Sazonalmente, o consumo de diesel B é menos nos primeiros meses do ano, o que pode explicar a menor necessidade de importação. Para a gasolina, o lineup aponta um volume de importação em 143 mil m³, volume bem abaixo daquele de dezembro (329 mil m³) também sendo 66% menor do que o registrado em jan/24. No caso da gasolina, se teve um grande volume importado no mês anterior, o que, num contexto de demanda limitada pelo etanol hidratado e aumento da oferta doméstica, pode ter levado a uma formação de estoque que reduz a necessidade de importação em janeiro. 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,701/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,00% na sessão passado, alcançando USD 9,15348/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 6,11%, alcançando USD 3,874 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 2,47%, próximos a USD 9,380 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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