Estados Unidos endurecem sanções contra Rússia Na última sexta-feira, os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram um novo pacote de sanções contra o setor energético russo visando restringir os ganhos de Moscou com as exportações de petróleo, derivados e gás natural. As novas restrições englobam produtores de petróleo e gás como a Gazprom Neft e Surgutneftegas, além de adicionar 183 navios, traders, seguradoras e outros agentes envolvidos na movimentação de produtos russos para o exterior. Isso aumenta os riscos e as dificuldades de transacionar esses produtos russos, podendo se refletir nos custos e minar a competitividade de Moscou frente outras referências do mercado (estreitamento do diferencial). Estimativas de rastreadores de tankers apontam que, ao longo de 2024, os novos navios afetados pelas sanções transportaram quase 920 kbpd de petróleo russo e 330 kbdp de derivados.
Nesse momento, os preços reagem em alta com a notícia refletindo as preocupações sobre a disponibilidade de petróleo no mercado internacional num contexto de balanço já apertado pelas restrições de oferta da OPEP+. Se tem também preocupações de que os países que dependem muito do petróleo russo, como Índia e China, se voltem para outros fornecedores para atender a necessidade doméstica, especialmente no curto prazo enquanto esperam maiores direcionamentos e buscam alternativas para contornar as sanções como vinham fazendo nos últimos anos. Outra fonte de apoio para os preços são os temores de que esse endurecimento de sanções se estenda também para o Irã, outro importante exportador de petróleo para a Ásia e que pressionaria ainda mais o balanço global no curto prazo.
Importações chinesas recuam em 2024 A última atualização da balança comercial chinesa aponta que o país diminuiu suas importações de petróleo em 1,9% em 2024 para 11,08 mbpd. Trata-se do primeiro recuo do indicador em duas décadas, excluindo o movimento induzido pela pandemia. O resultado reflete a menor demanda pelas refinarias chinesas, as quais eram impactadas pelas menores margens de refino em meio a demanda interna desaquecida e desincentivos para exportação de derivados. Em 2024, o indicador de exportação de combustíveis recuou 7,3% frente 2023.
A menor atividade econômica de Pequim, especialmente de setores que seriam mais intensivos em petróleo, bem como mudanças tecnológicas que priorizam fontes renováveis também influenciam o resultado do ano passado. Alguns analistas já discutem a possibilidade que o pico da demanda por combustíveis do país ter sido em 2023 (com exceção daqueles que são insumos para a indústria petroquímica) com o aumento do consumo de QAV não compensando as quedas do diesel e da gasolina.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,989/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 3,69% na sessão passado, alcançando USD 9,49144/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 12,02%, alcançando USD 4,146 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 2,02%, próximos a USD 9,683 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.