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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Falas de Donald Trump movimentam cotações do petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (20), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão em queda, sendo negociadas a USD 80,15 bbl (-0,79%). A bolsa norte-americana (NYMEX) ficou fechada ontem por conta do feriado de Martin Luther King.

Apesar da baixa movimentação por conta do feriado nacional nos EUA, os futuros do Brent operaram em baixa em meio às promessas de Donald Trump em aumentar as reservas estratégicas norte-americanas e, ao mesmo tempo, ampliar a produção e exportações de petróleo norte-americano. Paralelo a isso, os receios ao redor da imposição de tarifas pelos EUA contra os produtos fornecidos pelo Canadá e México foi outro fator que contribuiu para as baixas observadas ontem.

Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em março/25 é negociado em torno de USD 78,66 bbl (-1,88%) até as 09h00. Os preços do óleo bruto estenderam as quedas em meio às preocupações sobre a política tarifária dos EUA e as perspectivas positivas sobre a produção norte-americana.

Trump declara emergência energética nacional Ao longo da posse presidencial de Donald Trump, o presidente norte-americano declarou uma “emergência energética nacional”, confirmando que pretende auxiliar os produtores de petróleo do país para ampliar a produção da commodity ao longo dos próximos anos, com o intuito de reabastecer as reservas estratégicas (SPR, sigla em inglês) – que seguem avançando em meio aos objetivos do DOE de recuperá-las após a forte redução gerada pela vendas de 180 milhões de barris, em 2022 – e, ao mesmo tempo, garantir um crescimento do escoamento do óleo bruto para o exterior, garantindo assim mais receitas com as exportações do produto. Paralelo a isso, outro fator que chamou a atenção do mercado se deu na afirmação de Trump sobre o encerramento do Green New Deal e dos incentivos aos veículos elétricos, impulsionando as perspectivas de médio prazo para um avanço da demanda por derivados de petróleo.

Receios sobre imposição de tarifas à Canadá e México Além dos compromissos energéticos firmados à nível doméstico, Trump também confirmou que irá impor novas tarifas sobre produtos providos pelo Canadá e México a partir de fevereiro, gerando fortes receios sobre possíveis retaliações por parte desses países através da interrupção das exportações de petróleo e derivados ao mercado norte-americano, cenário que já foi considerado pela Ministra de Comércio Internacional do Canadá. Vale destacar que, atualmente, grande parte do óleo bruto importado pelos EUA é provido pelos canadenses, fator que gera receios em relação à disponibilidade da commodity para algumas refinarias com uma eventual redução dos fluxos do óleo bruto. Paralelo a isso, a movimentação de Trump pode gerar uma redução das atividades econômicas na América do Norte, contribuindo para as pressões baixistas sobre as cotações.

Produção norte-americana é afetada pelas temperaturas De acordo com autoridades da Dakota do Norte, a produção de petróleo do estado deve reduzir em cerca de 150 kbpd – ou 12% da capacidade total – ao longo dos próximos dias, em meio aos desafios para a operação gerados pelas baixas temperaturas que atingem a região nesse momento. Apesar dos impactos sobre a oferta de curto prazo, as expectativas de uma normalização das condições climáticas para as próximas semanas acabaram por reduzir os receios do mercado sobre a possibilidade de interrupções mais críticas na produção de petróleo e derivados nos EUA, diminuindo os efeitos sobre os preços do óleo bruto.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 0/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,79% na sessão passado, alcançando USD 9,53785/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,61%, alcançando USD 3,845 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,66%, próximos a USD 9,380 MMBTU.

 

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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