DOE registra resultado misto O último reporte do DOE apontou uma queda dos estoques de petróleo pela nona semana consecutiva, levando o indicador para o menor patamar em três anos. Esse resultado reflete a queda da produção e manutenção de exportações elevadas, o que garantiu um déficit do balanço doméstico mesmo em meio o recuo da demanda das refinarias. A queda do fator de utilização das refinarias, por sua vez, também chamou atenção, conforme o indicador recuou em 5,8 p.p e convergiu com o resultado de 2024, levando o consumo de petróleo para o menor nível desde fevereiro/24. O reporte da última semana já capta os impactos iniciais do vórtex polar que atravessou os Estados Unidos sobre o mercado de petróleo e derivados no país, com estados no sul registrando quedas de temperatura e tempestades que levaram a uma paralização das operações – seja para a produção da commodity como para as atividades de refino.
Para os derivados, se teve um resultado misto, com os estoques de gasolina expandindo em 2,3 milhões de barris enquanto os de diesel recuaram 3 milhões de barris. O resultado do diesel surpreendeu, conforme o API e o mercado estimavam um aumento do indicador na semana, mas a recuperação da demanda em meio temperaturas mais baixas e queda da produção levou a um déficit interno do combustível. A gasolina, por sua vez, estende a tendência que se observa desde novembro, com os estoques se aproximando das médias sazonais para janeiro.
Falas de Trump influenciam mercado O presidente americano Donald Trump fez uma participação remota no Fórum Econômico de Davos e suas falas pressionaram o petróleo. O presidente acusou a Arábia Saudita e a OPEP de inflar o conflito na Ucrânia por manterem políticas produtivas restritivas e aumentarem os preços do petróleo, afirmando que a guerra poderia acabar caso tivesse uma reversão dessas medidas. Trump afirmou também que irá pedir para os países do grupo reverem sua política e aumentar a oferta global de petróleo. Apesar de ser apenas no campo teórico, as falas do presidente levaram a uma queda dos preços com investidores precificando uma possível pressão americana para evitar a extensão dos cortes produtivos da OPEP+ nos próximos meses.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,945/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,90% na sessão passado, alcançando USD 9,31651/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -2,66%, alcançando USD 3,84 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,56%, próximos a USD 9,369 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)
Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.