Tarifas sobre importação de petróleo nos EUA Após as ameaças no final de janeiro, o presidente Donald Trump cumpriu com a promessa de impor tarifas aos três principais parceiros comerciais dos Estados Unidos, incluindo petróleo. Ele anunciou tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México e um adicional de 10% àquelas já em vigor sobre produtos chineses a partir de 4 de fevereiro – com esses três países representando quase 40% das importações dos Estados Unidos. No caso do petróleo canadense – que responde por quase 62% das importações de óleo bruto de Washington – e outros produtos energéticos, como o gás natural, as tarifas serão de 10%, ou seja, menores que os demais produtos, mas que ainda devem contribuir para pressões inflacionárias.
As refinarias norte-americanas aumentaram as compras de petróleo canadense nos últimos anos com a expansão do oleoduto de Trans Mountain, especialmente as do Meio-Oeste, dada as dificuldades e custos logísticos de processarem o petróleo do Golfo do México. A capacidade de refino da região representa 4,3 mbpd, e pode verificar uma queda nas atividades conforme se aumenta os custos de processamento. Outra questão que deve afetar o mercado americano são as exportações de combustíveis para os países vizinhos, especialmente o México, dado que os países impactados já vem anunciando medidas de retaliação contra produtos americanos.
O anúncio das tarifas contribui para apoiar o petróleo no início da semana, enquanto investidores avaliam quem irá arcar com os custos adicionais no comércio da commodity para o principal consumidor global. Até o momento, alguns analistas apontam impactos de mais curto-prazo sobre os preços de combustíveis nos Estados Unidos, mas que as limitações de rotas de exportação de petróleo pelo México e especialmente Canadá podem forçar uma queda dos prêmios do país a fim de manter o mercado americano.
Além das preocupações sobre o mercado de petróleo, as tarifas também devem trazer impactos econômicos relevantes para a economia global. Após o anúncio, o Dollar Index se fortaleceu e voltou a ficar acima de 109 pontos no início de fevereiro com o menor apetite por risco dos investidores. Perspectivas de impactos inflacionários e de possível desaceleração da economia de diversos países com uma guerra comercial intensificada acabam fortalecendo ativos considerados seguros.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,044/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,14% na sessão passado, alcançando USD 9,13444/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 9,03%, alcançando USD 3,319 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,01%, próximos a USD 9,136 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.