Importações de diesel sobem Na última sexta-feira (10), o MDIC divulgou os dados referentes à balança comercial de janeiro. De acordo com as informações, as importações de diesel alcançaram 1,26 milhão de m³, marcando alta mensal de 28% e de 19,2% frente ao mesmo período do ano passado. O avanço das compras reflete a expectativa das distribuidoras de um crescimento acelerado do consumo do combustível ao longo dos próximos meses, marcados pelo avanço da colheita de soja em algumas regiões. Vale destacar que as expectativas de aumento da demanda por fretes pela via agropecuária são altas para 2025, em meio às previsões de safra recordes de algumas culturas, gerando uma tendência de crescimento do escoamento de grãos para exportação. Ainda assim, é importante frisar que o atraso da colheita de soja nesse início de ano é um fator que pode ter resultado em uma desaceleração das vendas ao longo do primeiro mês do ano, com as internalizações do combustível respondendo às expectativas para o consumo de fevereiro e março.
No que tange a gasolina, o volume internalizado atingiu 396 mil m³, valor 20% maior do que dezembro/24, mas inferior ao observado no mesmo período no ano anterior. Um dos destaques é o volume de gasolina russa que chegou nos portos brasileiros, representando quase 53% da origem das importações no mês de janeiro, seguido por Bahamas (33%) e os tradicionais Países Baixos (9%). No mesmo período, as exportações do derivado fóssil recuaram para 101 mil m³, destinada principalmente para os Estados Unidos. Em geral, a forte produção nas refinarias do Sudeste segue viabilizando as exportações do derivado, mas o crescimento da demanda no início do ano ainda apoia a necessidade de importação.
Exportações de petróleo crescem Após atingir, em dezembro/24, o menor valor em 22 meses, as exportações de petróleo registraram uma forte recuperação em janeiro, totalizando 2,38 milhões de barris por dia (mbpd). O volume é o maior desde março/23, evidenciando um avanço do excedente exportável da commodity no período, que pode ser explicado por uma possível melhora dos indicadores produtivos, ou pela manutenção da queda do refino, com os centros de processamento nacionais apesentando nos últimos meses uma redução do consumo da commodity – apesar de seguir registrando um avanço da produção de combustíveis essenciais, como diesel e gasolina. Outro fator que chamou a atenção do mercado se deu na queda da participação chinesa, indo de 44% em dezembro para 36%, enquanto a Holanda, Chile e Índia registraram um maior marketshare nas vendas brasileiras.
TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.