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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Exportações brasileiras de petróleo operam em alta em janeiro
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última semana, as cotações de futuros do Brent encerraram o período com uma queda de 2,7%, sendo negociados na sexta-feira (07) a USD 75,46 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, recuando 2,1% na semana, cotados a USD 71,76 bbl.

No período, o principal fator de pressão baixista aos preços se deu no anúncio sobre o adiamento das novas tarifas norte-americanas sobre os produtos canadenses e mexicanos, reduzindo os receios de um encarecimento do petróleo importado pelas refinarias dos EUA. Paralelo a isso, a manutenção das taxações sobre a China e o forte avanço dos estoques da commodity divulgado pelo DOE contribuiu para as quedas registradas.

Hoje pela manhã (10), o contrato do Brent para vencimento em abril/25 é negociado em torno de USD 75,53 bbl (+1,22%) até as 08h50. Os preços do óleo bruto passam por uma correção, com os receios sobre a possibilidade de sanções americanas mais rígidas sobre o Irã afetar as exportações de petróleo do país do Oriente Médio para a China.


Importações de diesel sobem Na última sexta-feira (10), o MDIC divulgou os dados referentes à balança comercial de janeiro. De acordo com as informações, as importações de diesel alcançaram 1,26 milhão de m³, marcando alta mensal de 28% e de 19,2% frente ao mesmo período do ano passado. O avanço das compras reflete a expectativa das distribuidoras de um crescimento acelerado do consumo do combustível ao longo dos próximos meses, marcados pelo avanço da colheita de soja em algumas regiões. Vale destacar que as expectativas de aumento da demanda por fretes pela via agropecuária são altas para 2025, em meio às previsões de safra recordes de algumas culturas, gerando uma tendência de crescimento do escoamento de grãos para exportação. Ainda assim, é importante frisar que o atraso da colheita de soja nesse início de ano é um fator que pode ter resultado em uma desaceleração das vendas ao longo do primeiro mês do ano, com as internalizações do combustível respondendo às expectativas para o consumo de fevereiro e março.

No que tange a gasolina, o volume internalizado atingiu 396 mil m³, valor 20% maior do que dezembro/24, mas inferior ao observado no mesmo período no ano anterior. Um dos destaques é o volume de gasolina russa que chegou nos portos brasileiros, representando quase 53% da origem das importações no mês de janeiro, seguido por Bahamas (33%) e os tradicionais Países Baixos (9%). No mesmo período, as exportações do derivado fóssil recuaram para 101 mil m³, destinada principalmente para os Estados Unidos. Em geral, a forte produção nas refinarias do Sudeste segue viabilizando as exportações do derivado, mas o crescimento da demanda no início do ano ainda apoia a necessidade de importação.   

Exportações de petróleo crescem Após atingir, em dezembro/24, o menor valor em 22 meses, as exportações de petróleo registraram uma forte recuperação em janeiro, totalizando 2,38 milhões de barris por dia (mbpd). O volume é o maior desde março/23, evidenciando um avanço do excedente exportável da commodity no período, que pode ser explicado por uma possível melhora dos indicadores produtivos, ou pela manutenção da queda do refino, com os centros de processamento nacionais apesentando nos últimos meses uma redução do consumo da commodity – apesar de seguir registrando um avanço da produção de combustíveis essenciais, como diesel e gasolina. Outro fator que chamou a atenção do mercado se deu na queda da participação chinesa, indo de 44% em dezembro para 36%, enquanto a Holanda, Chile e Índia registraram um maior marketshare nas vendas brasileiras.
 

TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
 

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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