EUA e Rússia discutem conflito no Leste Europeu De acordo com Donald Trump, em conversas com Vladimir Putin, o presidente russo afirmou o interesse em iniciar negociações para o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. A confirmação por parte do Kremlin sobre esse diálogo e o convite ao presidente dos EUA para viajar à Moscou e discutir um possível acordo de paz gerou a percepção de que a consolidação de um cessar-fogo pode estar mais próxima do que o esperado, pressionando as cotações do petróleo em meio à expectativa de que o fim da guerra possa garantir uma eliminação das sanções contra a cadeia logística petrolífera da Rússia. Ao longo do dia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que também busca o fim do conflito através da intermediação dos EUA nas negociações entre os países, considerando medidas como trocas de territórios para viabilizar um eventual cessar-fogo. Apesar das expectativas mais otimistas sobre o fim dos conflitos, vale destacar que as conversas ainda estão no estágio inicial, de modo que os agentes buscarão compreender a evolução das discussões ao longo dos próximos dias para avaliar a real possibilidade da interrupção da guerra e da chegada de mais barris russos ao mercado.
DOE registra alta dos estoques de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo registraram expansão de 4,07 milhões de barris, volume abaixo do registrado pelo API no dia anterior mas acima das expectativas do mercado. A expansão das reservas se mostrou mais acelerada frente ao crescimento sazonal para o período, refletindo a manutenção da produção em patamares elevados (13,49 mbpd). Outro fator que contribuiu uma maior elevação dos estoques comerciais se deu no menor volume transferido para as reservas estratégicas (SPR), com o DOE reduzindo as compras para recomposição das SPR nas últimas semanas, aguardando melhores oportunidades de preços para novas aquisições da commodity. Vale destacar que, apesar da expansão dos estoques comerciais, a demanda se manteve elevada, acima da média histórica dos últimos cinco anos, com o fator de utilização das refinarias avançando em 0,5 pontos percentuais e passando a operar em 85%, bem acima do observado no mesmo período de 2024 (81%). No geral, as atividades de refino parecem se recuperar após as fortes ondas frias registradas nos EUA ao longo das últimas semanas, que inviabilizou a operação de alguns centros de processamento em meados de janeiro, gerando uma diminuição da produção de combustíveis.
Os estoques de diesel se mantiveram em patamares estáveis, com uma alta de 135 mil barris. Apesar da produção do derivado fóssil se manter em patamares baixos, o forte recuo da demanda pelo combustível – em meio à queda do consumo para calefação de ambientes, com temperaturas mais quentes sendo registradas em território norte-americano – contribuiu para um leve incremento das reservas, com as exportações e importações se mantendo em linhas com as médias históricas. Os estoques de gasolina, no entanto, registraram uma forte queda, de 3,03 milhões de barris, motivado principalmente pela redução das importações, que alcançaram o menor valor semanal desde outubro/24. Paralelo a isso, a demanda doméstica e as exportações do combustível operaram em patamares elevados, contribuindo para um balanço deficitário da commodity no período.
TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.