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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Novas sanções americanas apoiam futuros do petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (24), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, sendo negociado a USD 74,78 bbl (+0,47%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 70,7 bbl (+0,43%).

Após a queda no final da semana anterior, os futuros do petróleo se recuperaram levemente na segunda-feira, apoiados principalmente pelos anúncios de sanções contra a Rússia e Irã. O pacote de sanções americanas contra o país árabe é o segundo em fevereiro, atendendo a política de “pressão máxima” sobre Teerã e levando investidores a avaliarem os impactos da medida sobre os fluxos de petróleo no curto prazo. 

Hoje pela manhã (25), o contrato do Brent para vencimento em abril/25 é negociado em torno de USD 74,53 bbl (-0,33%) até as 09h15. As cotações devolvem parte dos ganhos registrados no início da semana, conforme as discussões sobre um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia – pressionado pelos Estados Unidos – segue influenciando o mercado, bem como a notícia de que as exportações de petróleo pelo oleoduto do Curdistão devem ser retomadas essa semana, aumentando a disponibilidade de óleo bruto no mercado.


Sanções contra o Irã Na tarde de segunda-feira (24), os Estados Unidos anunciaram uma nova leva de sanções contra empresas, petroleiros e pessoas físicas que estariam envolvidas na comercialização de petróleo iraniano. O movimento faz parte da campanha de “pressão máxima” da administração Trump contra o país persa, com os EUA já tendo aplicado mais sanções no início de fevereiro. Para os analistas, o novo pacote deve trazer mais impactos do que aquele definido no começo do mês, por incluir a Iranian Oil Terminals Company, que supervisiona as operações dos terminais de petróleo do país, aumentando ainda mais os riscos de negociação da commodity.

É possível que as novas determinações tragam impactos de curto prazo sobre os fluxos de petróleo de Teerã, na medida em que seus compradores – especialmente a China – podem procurar novos meios de contornar essas sanções e avaliar os novos riscos associados à comercialização, buscando outros fornecedores nesse período intermediário.

Vale destacar que, apesar dos últimos anúncios de sanções, a produção iraniana de petróleo seguiu em patamares mais elevados, acima de 3,2 mbpd, de acordo com as últimas estimativas – em comparação, ao final do primeiro mandato de Donald Trump, em 2020, o indicador havia recuado para 1,95 mbpd após as pressões da administração. Diante da mudança do perfil comprador do petróleo do Irã, é possível que as sanções tenham um impacto menor quando comparado àquele período, em meio às estratégias de contornar as restrições americanas.

Sanções contra a Rússia Mais cedo, no início da segunda-feira, quando o conflito no Leste Europeu completou três anos, a União Europeia e o Reino Unido haviam confirmado sanções sobre importantes portos russos e um banimento completo sobre a estocagem de petróleo de Moscou em portos do bloco. Trata-se do 16º pacote de sanções contra a Rússia, incluindo portos de Ust-Luga, Primorsk e Novorossiysk – localidades onde o país usaria navios para transportar petróleo a um preço acima do price cap determinado pelo G7.

As exportações de óleo bruto por esses portos somariam 1,7 mbpd em 2024, de acordo com estimativas da S&P Global, além de cerca de 770 kbpd de derivados.

A medida sinaliza um alinhamento e apoio à Ucrânia pelo bloco europeu, após a possibilidade de um alívio das sanções americanas contra Moscou a partir da definição de um acordo de paz unilateral entre os países sobre o conflito no Leste Europeu. Entretanto, o mercado avalia que a efetividade das sanções depende da adesão de outros parceiros do bloco, especialmente os Estados Unidos, o que pode limitar os impactos esperados sobre o comércio de petróleo e derivados russos

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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