Sanções contra o Irã Na tarde de segunda-feira (24), os Estados Unidos anunciaram uma nova leva de sanções contra empresas, petroleiros e pessoas físicas que estariam envolvidas na comercialização de petróleo iraniano. O movimento faz parte da campanha de “pressão máxima” da administração Trump contra o país persa, com os EUA já tendo aplicado mais sanções no início de fevereiro. Para os analistas, o novo pacote deve trazer mais impactos do que aquele definido no começo do mês, por incluir a Iranian Oil Terminals Company, que supervisiona as operações dos terminais de petróleo do país, aumentando ainda mais os riscos de negociação da commodity.
É possível que as novas determinações tragam impactos de curto prazo sobre os fluxos de petróleo de Teerã, na medida em que seus compradores – especialmente a China – podem procurar novos meios de contornar essas sanções e avaliar os novos riscos associados à comercialização, buscando outros fornecedores nesse período intermediário.
Vale destacar que, apesar dos últimos anúncios de sanções, a produção iraniana de petróleo seguiu em patamares mais elevados, acima de 3,2 mbpd, de acordo com as últimas estimativas – em comparação, ao final do primeiro mandato de Donald Trump, em 2020, o indicador havia recuado para 1,95 mbpd após as pressões da administração. Diante da mudança do perfil comprador do petróleo do Irã, é possível que as sanções tenham um impacto menor quando comparado àquele período, em meio às estratégias de contornar as restrições americanas.
Sanções contra a Rússia Mais cedo, no início da segunda-feira, quando o conflito no Leste Europeu completou três anos, a União Europeia e o Reino Unido haviam confirmado sanções sobre importantes portos russos e um banimento completo sobre a estocagem de petróleo de Moscou em portos do bloco. Trata-se do 16º pacote de sanções contra a Rússia, incluindo portos de Ust-Luga, Primorsk e Novorossiysk – localidades onde o país usaria navios para transportar petróleo a um preço acima do price cap determinado pelo G7.
As exportações de óleo bruto por esses portos somariam 1,7 mbpd em 2024, de acordo com estimativas da S&P Global, além de cerca de 770 kbpd de derivados.
A medida sinaliza um alinhamento e apoio à Ucrânia pelo bloco europeu, após a possibilidade de um alívio das sanções americanas contra Moscou a partir da definição de um acordo de paz unilateral entre os países sobre o conflito no Leste Europeu. Entretanto, o mercado avalia que a efetividade das sanções depende da adesão de outros parceiros do bloco, especialmente os Estados Unidos, o que pode limitar os impactos esperados sobre o comércio de petróleo e derivados russos
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.