Trump adia tarifas novamente Após a semana conturbada envolvendo a política tarifária americana, a qual resultou em uma série de retaliações com os principais parceiros comerciais dos EUA, Donald Trump anunciou um novo adiamento dessas tarifas para o dia 02 de abril. Apesar do novo horizonte de negociação com México e Canadá, Trump não retirou as novas tarifas sobre os produtos chineses, o que reforça um novo capítulo da guerra comercial entre as principais economias do mundo. O mercado de petróleo reage positivamente a esse anúncio, com a normalização das expectativas no curto prazo.
Nas últimas semanas, os temores de que a economia americana pode sofrer uma desaceleração com as políticas econômicas da nova administração contribuíram para a maior aversão ao risco do mercado, dado que as tarifas impactam mercados altamente interdependentes. O processo caótico envolvendo a política tarifária nas últimas semanas contribui para maior volatilidade do mercado, com companhias americanas alegando que a incerteza dificulta suas tomadas de decisão e que pode impactar a economia do país mesmo sem a implementação de fato dessas tarifas.
China reduz importações de petróleo A China reduziu suas importações de petróleo em 5% a.a nos dois primeiros meses de 2025, ficando em 10,42 mbpd. O valor é o pior resultado desde julho (10,01 mbpd) e pode refletir a queda de fluxos de petróleo da Rússia e Irã no início do ano. Destaca-se decisão no início de janeiro da administração do porto de Shandong – que engloba os principais pontos de abastecimento para as refinarias independentes - em proibir navios sancionados em seus portos, com o endurecimento das medidas do ocidente também podendo ter influenciado a queda no período ao causar disrupções na cadeia logística.
Vale destacar que essas refinarias independentes já lidam com margens de refino menores em meio a desaceleração do consumo doméstico, com essas novas restrições encarecendo a operação dessas unidades de processamento. Todavia, apesar dessa queda no primeiro bimestre, alguns analistas entendem que as importações devem se recuperar em março com os problemas logísticos gradualmente sendo contornados.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,302/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,23% na sessão passado, alcançando USD 8,26574/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,84%, alcançando USD 4,223 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,61%, próximos a USD 8,399 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.