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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Enfraquecimento do dólar apoia recuperação do petróleo
 
 
Bruno Cordeiro
 
Isabela Garcia

Na última terça-feira (11), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, sendo negociado a USD 69,59 bbl (+0,4%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 66,25 bbl (+0,33%).

Após a queda maior no início da semana, os investidores parecem rever parte do sentimento baixista ao revisar suas perspectivas para o mercado para 2025. Além disso, um enfraquecimento do dólar e um potencial maior apetite por riscos apoiou a recuperação de diversos ativos, incluindo o petróleo. Entretanto, o mercado segue observando a evolução da guerra comercial entre EUA e aliados, com um possível cessar-fogo no Leste Europeu também podendo impactar os preços. 

Hoje pela manhã (12), o contrato do Brent para vencimento em maio/25 é negociado em torno de USD 70,31 bbl (+1,1%) até as 09h05. Os contratos estendem o movimento de alta da última sessão, conforme a EIA diminui suas projeções de superávit para 2025.


Possível cessar fogo no Leste Europeu Em comunicado oficial na última terça-feira (11), a Ucrânia estaria pronta para aceitar um cessar fogo de 30 dias imediato no Leste Europeu, o que pode levar a uma mudança de rumos no conflito. Cabe a Rússia agora responder esse comunicado – o qual foi assinado juntamente com os Estados Unidos. Um acordo de paz entre os players pode reverter as sanções impostas à Moscou, o que levaria a um aumento das exportações russas de petróleo e derivados, além de cessar os ataques à infraestrutura energética – especialmente o parque de refino – do país. Essa perspectiva acabou pressionando parte dos ganhos do petróleo na última sessão, mas não o suficiente para reverter a alta acumulada do dia. Em geral, investidores aguardam o posicionamento da Rússia e da própria União Europeia para avaliar se o acordo realmente será implementado.

Projeções EIA 2025 De acordo com o relatório da EIA, a redução da oferta da Venezuela e do Irã devem pressionar os estoques globais de petróleo ao longo de 2025, apoiando os contratos do Brent durante o segundo e terceiro trimestre desse ano. A visão corresponde aos impactos esperados dos novos pacotes de sanção e limitações impostas pela administração Trump a comercialização de petróleo esses países. Apesar desse período de balanço mais apertado, a agência ainda entende que o final do ano se teria pressões maiores sobre os futuros, com o balanço global voltando a ficar positivo e promovendo uma recuperação das reservas - apesar do superávit do ano ser revisado negativamente frente o relatório de fevereiro. Outro destaque do relatório é a projeção de que a produção de petróleo e gás americana irá atingir um novo recorde em 2025, para 13,61 mbpd. 

Produção da OPEP em fevereiro Estimativas do mercado indicam que a OPEP+ expandiu sua produção em 440 kbpd em fevereiro para 40.980 kbpd, influenciado pelo aumento do Cazaquistão. O movimento indica a dificuldade do grupo em atender suas próprias cotas produtivas, com os países que contam com essas restrições de oferta produzindo 294 kbpd além do acordado internamente. O mercado já reconhece que o grupo tem ofertado acima das restrições desde o início dos cortes voluntários, mas entendem que a flexibilização esperada em abril aumente ainda mais o volume disponível, dado que países que conseguem cumprir com as cotas devem expandir sua oferta – somando aos que já não atendem as restrições. 

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,453/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,40% na sessão passado, alcançando USD 8,27764/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -3,39%, alcançando USD 4,302 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,85%, próximos a USD 8,348 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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