DOE registra avanço dos estoques de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo nos EUA continuaram avançando nessa semana, marcando um aumento de 1,45 milhão de barris. Apesar de estar em linha com as expectativas do mercado, o crescimento foi bem menor frente ao indicado pelo API (4,25 milhões), com as reservas se posicionando bem abaixo do observado no mesmo período de 2024. A expansão menos acelerada reflete uma demanda aquecida pelas refinarias no período, que se mantém próxima das máximas históricas dos últimos cinco anos para a segunda semana de março (15,7 mbpd). Outro fator que contribuiu para avanços menores dos estoques se dá no menor volume importado da commodity, que operou próximo das mínimas históricas para o período.
No que tange os derivados, tanto as reservas de gasolina quanto de diesel operaram com baixas, na ordem de 5,74 milhões e 1,56 milhão de barris, respectivamente. No caso da gasolina, o forte volume de vendas no mercado doméstico surpreende o mercado, enquanto as exportações também seguiram em patamares aquecidos, influenciando no balanço deficitário. Já para o diesel, a diminuição dos estoques está relacionada principalmente à menor oferta do produto, com os centros de processamento buscando priorizar a produção de outros derivados fósseis, principalmente a gasolina, em meio à proximidade do fim do inverno no hemisfério norte europeu. No geral, um crescimento menor dos estoques de petróleo e uma redução maisa celerada dos derivados gerou um balanço mais apertado do que as expectativas, contribuindo para a escalada dos preços ao longo da sessão de ontem.
OPEP+ aumenta a produção em em fevereiro De acordo com os dados divulgados pela OPEP+ em seu Relatório Mensal de Petróleo, a produção do grupo apresentou um crescimento expressivo em fevereiro, de 363 kbpd, totalizando 41.011 kbpd. O avanço foi guiado principalmente pelo Cazaquistão, que apresentou uma variação positiva de 198 kbpd, em meio ao avanço do volume extraído pelo campo de Tengiz. Vale destacar que o país segue produzindo em níveis bem acima do delimitado pelas cotas produtivas (+299 kbpd), fator que gera uma certa insatisfação por parte de outros membros do grupo, que operam com uma oferta em linha ou próxima ao estipulado pelo acordo. Vale destacar, no entanto, que dos 22 países que fazem parte da OPEP+, apenas 7 apresentaram uma redução da produção no período, fator que contribuiu para um crescimento mais significativo do indicador, com Arábia Saudita, EAU, Iraque e Irã expandindo a sua oferta.
IEA reduz previsão de demanda para 2025 Hoje pela manhã, a Agência Internacional de Energia divulgou seu relatório mensal, promovendo um leve reajuste negativo sobre as previsões de crescimento do consumo de petróleo em 2025, de 0,1 mbpd, passando a totalizar 1 mbpd. A decisão sobre a alteração ocorre em meio às expectativas de que a política tarifária aplicada pelos EUA afete as atividades econômicas em diversas regiões, contribuindo por uma busca menor pela commodity ao longo do ano. Dessa forma, a agência espera um superávit no balanço global de petróleo em 0,6 mbpd para 2025, que pode alcançar até 1 mbpd, a depender da evolução da produção da OPEP+. Vale destacar que, apesar da queda dos estoques globais em janeiro – liderada por uma redução das reservas chinesas –, a IEA registrou um crescimento acelerado do indicador em fevereiro, em meio ao aumento da quantidade de barris que se encontram em estoques marítimos.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,084/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,00% na sessão passado, alcançando USD 8,44305/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,37%, alcançando USD 4,099 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,47%, próximos a USD 8,404 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.