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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

IEA reduz projeção de consumo global de petróleo para 2025
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quarta-feira (12), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, sendo negociado a USD 70,95 bbl (+2,00%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 67,68 bbl (+2,16%).

Os futuros do petróleo foram suportados pela manutenção de um consumo aquecido da commodity pelas refinarias norte-americanas, com os estoques comerciais de óleo bruto crescendo a um ritmo menor do que o esperado para o período nos EUA. Paralelo a isso, a forte queda das reservas de gasolina em meio a um volume de vendas expressivo contribuiu para a escalada das cotações.

Hoje pela manhã (13), o contrato do Brent para vencimento em maio/25 é negociado em torno de USD 70,64 bbl (-0,37%) até as 08h10. A redução das estimativas da IEA para o crescimento da demanda global por petróleo em 2025 acaba pressionando as cotações da commodity nesse início de sessão, com os receios sobre os impactos da política tarifária norte-americana voltando a crescer no mercado.


DOE registra avanço dos estoques de petróleo De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques de petróleo nos EUA continuaram avançando nessa semana, marcando um aumento de 1,45 milhão de barris. Apesar de estar em linha com as expectativas do mercado, o crescimento foi bem menor frente ao indicado pelo API (4,25 milhões), com as reservas se posicionando bem abaixo do observado no mesmo período de 2024. A expansão menos acelerada reflete uma demanda aquecida pelas refinarias no período, que se mantém próxima das máximas históricas dos últimos cinco anos para a segunda semana de março (15,7 mbpd). Outro fator que contribuiu para avanços menores dos estoques se dá no menor volume importado da commodity, que operou próximo das mínimas históricas para o período. 

No que tange os derivados, tanto as reservas de gasolina quanto de diesel operaram com baixas, na ordem de 5,74 milhões e 1,56 milhão de barris, respectivamente. No caso da gasolina, o forte volume de vendas no mercado doméstico surpreende o mercado, enquanto as exportações também seguiram em patamares aquecidos, influenciando no balanço deficitário. Já para o diesel, a diminuição dos estoques está relacionada principalmente à menor oferta do produto, com os centros de processamento buscando priorizar a produção de outros derivados fósseis, principalmente a gasolina, em meio à proximidade do fim do inverno no hemisfério norte europeu. No geral, um crescimento menor dos estoques de petróleo e uma redução maisa celerada dos derivados gerou um balanço mais apertado do que as expectativas, contribuindo para a escalada dos preços ao longo da sessão de ontem.
 

OPEP+ aumenta a produção em em fevereiro De acordo com os dados divulgados pela OPEP+ em seu Relatório Mensal de Petróleo, a produção do grupo apresentou um crescimento expressivo em fevereiro, de 363 kbpd, totalizando 41.011 kbpd. O avanço foi guiado principalmente pelo Cazaquistão, que apresentou uma variação positiva de 198 kbpd, em meio ao avanço do volume extraído pelo campo de Tengiz. Vale destacar que o país segue produzindo em níveis bem acima do delimitado pelas cotas produtivas (+299 kbpd), fator que gera uma certa insatisfação por parte de outros membros do grupo, que operam com uma oferta em linha ou próxima ao estipulado pelo acordo. Vale destacar, no entanto, que dos 22 países que fazem parte da OPEP+, apenas 7 apresentaram uma redução da produção no período, fator que contribuiu para um crescimento mais significativo do indicador, com Arábia Saudita, EAU, Iraque e Irã expandindo a sua oferta.

IEA reduz previsão de demanda para 2025 Hoje pela manhã, a Agência Internacional de Energia divulgou seu relatório mensal, promovendo um leve reajuste negativo sobre as previsões de crescimento do consumo de petróleo em 2025, de 0,1 mbpd, passando a totalizar 1 mbpd. A decisão sobre a alteração ocorre em meio às expectativas de que a política tarifária aplicada pelos EUA afete as atividades econômicas em diversas regiões, contribuindo por uma busca menor pela commodity ao longo do ano. Dessa forma, a agência espera um superávit no balanço global de petróleo em 0,6 mbpd para 2025, que pode alcançar até 1 mbpd, a depender da evolução da produção da OPEP+. Vale destacar que, apesar da queda dos estoques globais em janeiro – liderada por uma redução das reservas chinesas –, a IEA registrou um crescimento acelerado do indicador em fevereiro, em meio ao aumento da quantidade de barris que se encontram em estoques marítimos.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,084/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,00% na sessão passado, alcançando USD 8,44305/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,37%, alcançando USD 4,099 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,47%, próximos a USD 8,404 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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