Estados Unidos registra queda dos estoques de petróleo Um dos fatores que contribuiu para a alta na semana foi o registro de mais uma queda das reservas comerciais de petróleo e combustíveis no país. De acordo com o DOE, os estoques do óleo bruto recuaram 1,5 milhão de barris, com diesel e gasolina também registrando diminuição (1 mbp e 2,5 mbp, respectivamente). O mercado interpretou que a recuperação do consumo no país em meio a redução da taxa de utilização das refinarias pressiona as reservas dos combustíveis e do petróleo, cenário que alimentou o sentimento altista ao longo das últimas sessões.
Desaceleração do mercado de trabalho dos EUA Na última sessão, o petróleo encontrou suporte com dados referentes ao mercado de trabalho dos EUA no mês de junho. De acordo com o Escritório de Estatísticas do país, os Estados Unidos registraram uma alta de 209 mil empregos no último mês, valor menor do que antecipado pelos investidores e abaixo do volume registrado no mesmo período em 2022 (400 mil empregos). O panorama se mostrou altista para o óleo bruto pela possível influência sobre o Fed na condução do aperto monetário até o final de 2023, sinalizando uma desaceleração do mercado de trabalho do país. Apesar do ânimo de investidores, o governo ainda registrou um aumento dos salários, o que deve servir como justificativa para novos aumentos da taxa de juros, dado o impacto desse indicador sobre a inflação. Ademais, os dados de sexta-feira (07) contribuíram para aliviar as pressões baixistas do cenário macroeconômico global, as quais haviam limitado a recuperação dos futuros ao longo da semana.
Importações de combustíveis aquecidas no Brasil De acordo com os dados divulgados pelo MDIC na sexta-feira (07), as importações de gasolina alcançaram 441 mil m³ em junho/23, marcando uma alta de 192% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Em 2023, o indicador já acumula 2,45 milhões de m³ - aumento de 119% em relação ao mesmo período de 2022. O mercado importador aquecido da gasolina reflete a forte demanda que o derivado vem registrando nos últimos meses. A aceleração do consumo do combustível está relacionada à competitividade da gasolina C frente ao etanol hidratado, com a paridade de preços entre os dois produtos operando acima de 70% no Estado de SP entre outubro/22 e junho/23.
As importações de diesel também cresceram no mês de junho/23 em relação a junho/22, em 15%, alcançando 1,1 milhão de m³. No entanto, no acumulado anual, o indicador opera em queda de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado, com 6,92 milhões de m³ internalizados. Mesmo com a redução das importações, as vendas do derivado no Brasil seguem aquecidas. De acordo com a ANP, a demanda por diesel B entre janeiro e maio de 2023 alcançou 25,7 milhões de m³, marcando alta de 1,4% frente ao observado no mesmo período de 2022. O indicador vai em linha com o estimado pela StoneX de crescimento do consumo de diesel B para 2023 (1,3%), motivado principalmente pela evolução da economia ao longo dos primeiros meses do ano e as safras em volumes elevados de soja e milho no país.
Preços amanhecem em queda Hoje pela manhã (10), as cotações abriram a sessão em queda, com o contrato do Brent para vencimento em setembro/23 operando em USD 78,04 (-0,55%) até as 09h10. A divulgação de dados econômicos na China pressionam os preços da commodity nesta manhã, com o índice de preços ao produtor no país em junho registrando a maior queda mensal em sete anos. Em contrapartida, os receios ao redor da oferta russa e saudita com o anúncio de novos cortes produtivos limitam maiores baixas dos preços no início desta semana.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)
Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.