DOE aumenta projeção demanda global Ontem, o DOE revisou para cima as projeções de crescimento da demanda global para 2023 em 0,2 p.p., indo de 1,6% para 1,8%. O aumento se deu principalmente pelas expectativas mais otimistas ao redor da demanda chinesa e de países que não fazem parte da OCDE, com reajustes positivos para ambos os indicadores. Paralelo a isso, o departamento revisou para baixo as estimativas de oferta global em 0,3 p.p., indo de um crescimento em 1,5% para 1,2%. Tal movimentação reflete a redução dos limites produtivos dos países da OPEP+, como também os cortes voluntários da oferta promovidos pela Arábia Saudita e Rússia. Além disso, o DOE também reduziu as perspectivas de oferta de países não OCDE e OCDE – incluindo o próprio EUA, com as projeções de crescimento da oferta doméstica indo de 6,1% para 5,7% frente ao observado em 2022. A expectativa de um balanço global mais apertado – principalmente para o segundo semestre – já havia sido demonstrada pela IEA e OPEP, que seguem aguardando um consumo asiático bem mais aquecido do que os últimos meses.
Projeção de O&D global de petróleo para 2023 (mbpd)
Fonte: DOE. Elaboração: StoneX.
API aponta aumento dos estoques nos EUA No final da tarde de ontem, o API divulgou os dados de variação dos estoques de petróleo e derivados nos EUA. De acordo com o instituto, as reservas de óleo bruto registraram alta de 3,02 milhões de barris, enquanto as de gasolina e diesel expandiram na ordem de 1,0 e 2,1 milhões de barris, respectivamente. As reservas dos três energéticos seguiram caminho contrária ao esperado pelo mercado, que projetava leve deterioração dos indicadores. O fator de utilização das refinarias teve forte crescimento, em 1,9 p.p., indicando um aumento da demanda por petróleo no país, ao passo que as importações da commodity aumentaram em 1,52 milhão de barris.
Variação dos estoques de petróleo e derivados nos EUA
Fonte: API, Refinitiv, Bloomberg. Elaboração: StoneX.
Petróleo amanhece estável Hoje pela manhã (12), as cotações abriram a sessão em leve alta, com o contrato do Brent para vencimento em setembro/23 operando em USD 79,69 (+0,37%) até as 09h30. A referência opera no maior valor desde final de abril, conforme a situação produtiva da OPEP+ e a demanda asiática alimentam os receios dos investidores de um balanço mais apertado para o segundo semestre do ano.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)
Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.