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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Extensão de cortes da OPEP suporta petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última terça-feira (05), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em alta, sendo cotadas a USD 90,04 bbl (+1,17%) e USD 86,69 bbl (+1,33%).

O petróleo já vinha de cinco sessões em alta apoiado pela perspectiva de extensão de cortes de oferta da Arábia Saudita e Rússia para outubro, mas mercado foi surpreendido pela de decisão dos países em levar essas restrições até o final do ano. Esse episódio elevou os preços dos futuros para os maiores valores desde novembro, com o Brent chegando a operar acima de USD 91 bbl ao longo do dia. Com o decorrer da sessão, no entanto, a escalada das cotações perdeu força apesar dos contratos ainda acumularem alta.


Arábia Saudita e Rússia estendem cortes até dezembro Na manhã de ontem (05), a Arábia Saudita anunciou a extensão do corte voluntário de 1 mbpd da sua oferta para o quarto trimestre de 2023, com reavaliação mensal sobre a produção. Logo após o anúncio feito pelos sauditas, o governo russo afirmou a manutenção dos cortes de exportação em 0,3 mbpd até o final do ano, com ambos os agentes relacionando essa decisão à necessidade de garantir um balanço de O&D estável. 

Tal movimentação coordenada por esses países era esperada pelo mercado ainda essa semana. Ainda assim, as expectativas apontavam para uma extensão dos cortes até outubro, de modo que a escolha para manutenção da redução da oferta até dezembro trouxe surpresa aos agentes petrolíferos, que temem um balanço mais apertado em meio à retomada da demanda chinesa. Em julho, a Arábia Saudita já havia reduzido a sua produção em 0,97 mbpd, evidenciando que os sauditas seguem comprometidos com a redução voluntária anunciada. Paralelo a isso, conforme apresentado no Diário de Petróleo de ontem, as “exportações de petróleo pela Rússia atingiram em agosto o menor valor em 11 meses, totalizando 3 mbpd, valor bem abaixo do observado na média de abril e maio, de 3,8 mbpd.

Fôlego altista em questão Como evidenciado anteriormente, o petróleo já vinha de uma sequência de altas intra diárias desde o início da semana passada, passando de USD 84 bbl para USD 90 bbl em apenas cinco sessões. Esses ganhos estavam relacionados às perspectivas de extensões dos cortes da OPEP, que se concretizaram ontem, mas os resultados expressivos podem não ser sustentados nos próximos dias. Ainda ontem o petróleo se afastou das máximas diárias de USD 91 bbl com investidores realizando lucros, mas também com preços já sofrendo correções técnicas. Nas primeiras horas da quarta-feira, a correção ainda continua na medida que o frenesi em relação a oferta é amortecido, já levando o Brent para abaixo da marca de USD 90 bbl novamente. Assim, apesar da extensão dos cortes produtivos até o final de 2023 impactarem fortemente o balanço global de petróleo, mercado deve voltar a precificar a desaceleração da demanda de combustíveis em grandes polos de consumo e a maior contração monetária nos EUA e Europa, limitando os ganhos dos últimos dias  

No Brasil, paridade segue desfavorável para gasolina De acordo com a última atualização da ANP, o preço médio da gasolina em São Paulo ficou praticamente em estabilidade na última semana, em R$ 5,65/L. O valor é o maior registrado pela agência desde julho de 2022, com a retomada dos impostos federais e a escalada dos preços no mercado internacional impulsionando a gasolina nos últimos meses. Nesse cenário, a paridade com o etanol ficou abaixo de 70% por mais uma semana, marcando três meses consecutivos abaixo da marca, diminuindo a competitividade do fóssil frente ao biocombustível. No caso do diesel S10, o preço médio atingiu BRL 6,12 por litro na última semana em São Paulo, sendo o maior valor para o combustível desde fevereiro. Atualmente, não se tem perspectivas de reajustes negativos nos preços, uma vez que a escalada das referências internacionais e do câmbio nas últimas semanas devem limitar as decisões da Petrobras, apesar da atual estratégia de comercialização não ser pautada apenas pelo PPI.  

Preços da Gasolina e de Diesel S10 para consumidor final – São Paulo (BRL/litro)

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Fonte: ANP. Elaboração: StoneX.

 

Petróleo amanhece em queda  Hoje pela manhã (06), as cotações abriram a sessão em queda, com o contrato do Brent para vencimento em novembro/23 operando em USD 89,53 (-0,54%) até as 09h20. O petróleo rompe com a tendência altista que prevaleceu nas últimas seis sessões com o mercado ajustando os preços dos futuros após as grandes movimentações da terça-feira.   

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

image 79537

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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