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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo segue nos maiores patamares desde novembro
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (18), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em alta, sendo cotadas a USD 94,43 bbl (+0,53%) e USD 91,48 bbl (+0,78%).

As pressões dos cortes de oferta de países da OPEP sobre o balanço global seguiram oferecendo suporte para o petróleo por mais uma sessão. Com isso, a commodity iniciou a semana em alta, estendendo a tendência que já se verifica no mercado por quase quatro semanas. A ausência de fundamentos baixistas relevantes, por sua vez, não ofereceu espaço para reverter a valorização dos futuros nos últimos dias, o que levou o petróleo a operar acima de USD 95 bbl pela primeira vez em dez meses no início da terça-feira (19), apesar de perder força após a divulgação do relatório de perspectivas da OCDE.
 


Aprofundamento do backwardation A valorização dos futuros do petróleo nas últimas sessões mostra os temores do mercado com um aperto do mercado físico, especialmente no curto prazo. Uma maneira de medir esse movimento é a partir da curva de preços futuros do Brent, com os preços dos contratos mais ativos da commodity passando de USD 90 bbl para USD 94 bbl em apenas cinco sessões. Isso, no entanto, aumentou a disparidade entre o contrato com vencimento em novembro dos demais, aprofundando o backwardation do mercado. Além dos temores relacionados a um mercado físico mais apertado, o aumento dos preços também pode ser associado a um forte movimento especulativo sobre o petróleo diante das movimentações recentes do mercado.

Curva futura – Brent (esq.) e WTI (dir.) USD/bbl

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Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.
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Produção de xisto em queda A Agência de Energia dos Estados Unidos (EIA, sigla em inglês), apontou que as principais regiões produtoras de óleo xisto no país devem diminuir a produção pelo terceiro mês consecutivo em outubro, atingindo os menores valores desde maio. A agência espera que a produção recue de 9,43 mbpd em setembro para 9,39 mbpd em outubro (-40 kbpd), a maior queda mensal desde dez/22. Esse movimento deve ocorrer em meio a tendência de forte valorização das referências do petróleo no mercado internacional e de estoques apertados, especialmente nos Estados Unidos. De acordo com o relatório Baker Hughes, o número de sondas de petróleo no país recuou fortemente desde maio, atingindo em agosto o menor valor desde fev/22, o que contribui para a queda da produção nos últimos meses. A valorização do WTI no mês deve reverter parcialmente a queda verificada em períodos recentes, mas os impactos deverão demorar para serem sentidos.   

Exportações russas em alta De acordo com empresas de rastreamento, os fluxos de exportações de petróleo russo expandiram nas últimas semana, com a média das últimas quatro semanas apontando um volume de 3,34 mbpd saindo dos portos e oleodutos do país – o maior valor em 11 semanas. Isso representa um crescimento de 456 kbpd em relação a agosto, sendo um movimento esperado considerando que os cortes de exportações de Moscou passaram de 500 kbpd em agosto para 300 kbpd a partir de setembro até o final de 2023, conforme os anúncios do Ministro de Energia Alexander Novak. O aumento das exportações também ocorre em um momento de melhores margens no mercado internacional, com a valorização de quase 15% de referências da commodity no último mês e com empresas do país se beneficiando desse momento para escoar sua produção acima do “price cap” definido pelo G7 de USD 60 bbl para o produto russo. 

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (19), as cotações abriram a sessão em alta, com o contrato do Brent para vencimento em novembro/23 operando em USD 93,38 (+0,19%) até as 09h20. Mercado segue se apoiando nas perspectivas de um balanço global apertado, mas com valorização limitada por projeções de uma desaceleração da taxa de crescimento da economia global para 2024.
 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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