Rússia não considera possibilidade de aumento da oferta de petróleo De acordo com oficiais do Kremlin, o país não considera ampliar a produção e exportação de petróleo para compensar as medidas aplicadas em relação às exportações de combustíveis. O governo afirma que as decisões adotadas pela OPEP+ sobre os limites produtivos de cada membro devem ser mantidas, além da decisão unilateral de redução voluntária das exportações de petróleo pela Rússia até o final do ano. Paralelo a isso, o Ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, confirmou a possibilidade de introdução de cotas de exportação de combustíveis, modelo parecido com o adotado para o mercado de fertilizantes, caso a política de banimento das vendas externas não cause no curto prazo os efeitos esperados sobre os preços do diesel e da gasolina ao consumidor final no país. Nesse sentido, nas próximas semanas, o mercado deve seguir monitorando novos anúncio do governo russo, em meio à importância do país como exportador global de petróleo e derivados.
Demanda chinesa em meio a feriado Um dos fatores de suporte do petróleo seguiu sendo as expectativas de maior demanda por combustíveis na China nas próximas semanas. O feriado nacional se inicia nessa sexta-feira e irá se estender por uma semana, chamada de Golden Week. Normalmente esse evento impulsiona as viagens domésticas, o que deve se refletir em um aumento do consumo de combustíveis, especialmente de aviação. Dados de agências de turismo chinesas estimam que o número de viagens em 2023 superou o valor registrado em 2019, antes da pandemia. Esse movimento deve pressionar os estoques domésticos chineses, forçando o país a repor os níveis nas próximas semanas e aumentar as movimentações no mercado físico de petróleo.
Preocupações com próximo trimestre Nos últimos meses, as decisões de cortes produtivos e de exportação da OPEP e queda dos estoques nos EUA foram fatores que suportaram as cotações do petróleo, levando o Brent a atingir os maiores patamares nos últimos treze meses, acumulando alta de 28% no trimestre. O mercado agora se preocupa com a possibilidade do petróleo voltar a operar acima de USD 100 bbl, considerando que a demanda aumente no próximo trimestre em meio a restrições de oferta, com a OPEP estimando um déficit em 3 mbpd. Esse movimento pode prejudicar o controle da inflação em diversas regiões considerando o aumento dos preços dos combustíveis, com analistas apontando que as cotações do Brent devem operar em USD 89 bbl em média ao longo dos próximos meses, a depender das decisões da Arábia Saudita - considerada o principal driver dos preços do petróleo até o final de 2023.
Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (29), as cotações abriram a sessão em alta, com o contrato do Brent para vencimento em novembro/23 operando em USD 96,26 bbl (+0,92%) até as 09h30. Os preços do petróleo estão próximos de fechar a semana com um avanço acumulado em 3%, sustentados principalmente pela preocupação em relação aos estoques americanos em um período prévio ao inverno no hemisfério norte global e as perspectivas de um consumo global mais aquecido no final do ano.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.