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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Preços do petróleo escalam com conflito no Oriente Médio 
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (09), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em forte alta, sendo cotadas a USD 88,15 bbl (+4,22%) e USD 86,38 bbl (+4,34%).

Após passar por uma semana negativa, com os futuros do petróleo cedendo todos os ganhos de setembro em apenas 3 sessões, os contratos encontraram suporte com o conflito armado entre Israel e Hamas. Com isso, os preços aumentaram em mais de 4%, refletindo a preocupação de investidores com as consequências do acirramento de tensões sobre o mercado de petróleo. No entanto, não se observou uma mudança dos fundamentos da commodity ainda, o que diminui o fôlego altista dos contratos.  


Conflito no Oriente Médio move mercado Ao longo da sessão de ontem, o início dos conflitos na faixa de Gaza se deu como o principal driver de preços do petróleo. Além da existência de produtores importantes próximos à região – como Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos – a possibilidade de envolvimento do Irã nos ataques gerou forte preocupação sobre um eventual aumento das tensões entre Teerã e Jerusalém. A possibilidade de início de novos conflitos com o Irã desencadeou receios sobre impactos na oferta da commodity pelo Oriente Médio, tanto pela importância da produção iraniana – que produz entre 2,5 e 3,2 mbpd – como também pela localização em que o país se encontra, havendo receios sobre impactos ao Estreito de Ormuz – que carrega cerca de 20% de todo petróleo demandado no mundo. Ainda assim, a movimentação dos preços se deu por fatores especulativos, conforme não foi observado, até o momento, impactos diretos sobre a oferta de petróleo de nenhum dos países produtores da região. 

China amplia cotas de importação de petróleo De acordo com fontes comerciais do mercado chinês, o governo central liberou o quarto lote de cotas de importação de petróleo em 2023 para as refinarias do país. De acordo com as informações, o valor do último lote foi de 9,54 milhões de toneladas, distribuído entre catorze empresas, com o valor acumulado das permissões para o ano alcançando 179 milhões de toneladas – aumento de 14% frente ao observado no ano anterior. A expansão frente a 2022 é reflexo do crescimento do consumo da commodity pela China, que alcançou o maior valor da série histórica, considerando o período de janeiro a setembro, em meio a forte demanda externa por combustíveis no cenário pós início das sanções aos derivados russos, ampliando as margens de refino e garantindo maiores prêmios para exportação desses energéticos. Como reflexo disso, as importações também subiram, totalizando 11,44 mbpd no mesmo período.

Importação de petróleo pela China – mbpd

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Fonte: GACC. Elaboração: StoneX.

FMI alerta para inflação insistente Em atualização de seu relatório de perspectivas, o Fundo Monetário Internacional entende que a inflação global deverá seguir persistente em 2024, e indica que os Bancos Centrais sigam com suas políticas contracionistas para controlar a escalada dos preços. Além disso, a instituição manteve a taxa de crescimento global em 3% em 2023 – o mesmo valor que o reporte de julho – mas ajustando a taxa de crescimento dos EUA para 2,1%, que compensou a revisão negativa das taxas da Europa (0,7%) e China (5%). Para o Brasil, a perspectiva é de que o país cresça 3,1% em 2023 (ajuste de 1% em relação a julho) e 1,5% em 2024. O FMI observa que essa resiliência da economia global deve alimentar a escalada dos preços, e, apesar do relatório ter sido elaborado antes do conflito na Faixa de Gaza, o economista chefe do banco, Pierre Olivier Gourinchas, entende que o aumento dos preços do petróleo deve contribuir ainda mais para acelerar a inflação e reprimir o PIB global.   

Petróleo amanhece em queda Hoje pela manhã as cotações abriram a sessão em queda, com o contrato do Brent para vencimento em dezembro/23 operando em USD 87,67 (-0,53%) até as 09h15. Mercado corrige a escalada de preços de ontem, conforme o avanço do conflito não apresentou riscos imediatos para os fluxos globais de petróleo até o momento.
 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

image 81737

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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