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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo pressionado pelas especulações envolvendo EUA e Venezuela
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (16), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 89,65 bbl (-1,36%) e a referência norte-americana a USD 86,66 bbl (-1,17%).

A semana iniciou em queda, com os futuros revertendo parte dos ganhos da sexta-feira (13) com a possibilidade de alívio das sanções sobre o petróleo venezuelano pressionando as cotações. Para além desse fator, o mercado do óleo bruto segue acompanhando a evolução dos conflitos em Gaza, a fim de avaliar como esse cenário pode afetar os fluxos globais da commodity. Assim, o petróleo opera em estabilidade nessa manhã, com a notícia de que o presidente norte-americano Joe Biden irá ao Oriente Médio essa semana. 
 


EUA podem aliviar sanções contra Venezuela Um dos fatores de pressão aos preços ao longo da sessão de ontem se deu na possibilidade de os EUA reduzir as sanções contra o petróleo venezuelano. De acordo com o Washington Post, oficiais do governo americano afirmaram que os dois países vêm promovendo novas conversas acerca do aliviamento das sanções contra o petróleo exportado pela Venezuela, tendo como contrapartida a efetivação do acordo entre o governo Maduro e a oposição venezuelana confirmando o monitoramento de agentes internacionais sobre as eleições presidenciais do país para 2024. Ainda de acordo com o jornal estadunidense, a assinatura desse acordo entre as partes seria feita hoje, em Barbados. É importante frisar, no entanto, que além das incertezas sobre uma redução real das sanções, há também a questão sobre a dificuldade da Venezuela ampliar de forma expressiva a sua produção no curto prazo, conforme os anos em que as sanções foram impostas promoveram um cenário de subinvestimento no setor extrativista. Ainda assim, conforme dados disponibilizados pela OPEP, o país da América do Sul produziu, no terceiro trimestre de 2023, 752 kbpd, marcando um aumento de 8% frente ao observado no primeiro trimestre do ano, fator que deve ser monitorado pelos agentes financeiros nos próximos dias.

Produção norte-americana deve recuar em novembro De acordo com a EIA, a produção de óleo xisto deve recuar pelo terceiro mês consecutivo nos Estados Unidos em novembro, atingindo os menores valores desde maio. A expectativa é de que a produção caia de 9,6 mbpd em outubro para 9,55 mbpd no mês seguinte, refletindo a queda da oferta na base de Permina Basin, o maior campo produtivo de óleo xisto nos Estados Unidos. A queda da produção também deve se estender para o mercado de gás natural, de acordo com previsões da agência. Em geral, esse resultado ocorre em um momento de maior aperto do balanço global de petróleo, com as restrições de oferta da Arábia Saudita e Rússia limitando a disponibilidade do produto no mercado. Apesar da queda da produção de xisto ser pequena no comparativo mensal, o número deve chamar atenção do mercado por indicar uma tendência no mercado norte-americano.

Exportações de diesel recuam na Rússia Fontes apontam que as exportações de diesel russo recuaram quase 20% nos primeiros quinze dias de outubro em relação ao mesmo período no mês anterior. Estima-se que o valor chegou a 1,1 milhão de toneladas, com esse movimento também refletindo a menor capacidade produtiva do combustível no mês de outubro – que deve ficar em 4 milhões de toneladas (22% abaixo dos níveis de setembro) - devido manutenções programadas. Em geral, esse número pode refletir na queda das exportações para o Brasil no próximo mês, considerando que o país se tornou o segundo maior importador de diesel russo, ficando atrás apenas da Turquia. 

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã as cotações abriram a sessão em leve alta, com o contrato do Brent para vencimento em dezembro/23 operando em USD 89,93 (+0,29%) até as 09h20. Mercado recupera parte das perdas da sessão de segunda-feira e reagem a notícia de que o presidente Joe Biden deverá visitar Israel para acompanhar o conflito em Gaza.
 

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

 
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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Comentários de Abertura

7 de agosto – A economia dos EUA inesperadamente perdeu 23 mil vagas em julho, dramaticamente abaixo das expectativas do mercado de um aumento de 80 mil e marcando a pior leitura de Non-Farm Payrolls desde fevereiro. Além disso, maio e junho foram ambos revisados fortemente para baixo, com as revisões combinadas mostrando 103 mil vagas a menos do que o previamente reportado. Fora o setor de saúde, que adicionou 22 mil vagas em julho, as perdas foram bastante disseminadas. As folhas de pagamento do governo registraram a maior queda, cortando 53 mil vagas em julho, a maior observada desde outubro de 2025, enquanto junho foi revisado para baixo, passando a mostrar uma perda de 10 mil vagas também. O setor privado ao menos registrou crescimento, adicionando 30 mil vagas em julho, agora igualando o mês anterior após este ser revisado para baixo, ante os 49 mil inicialmente reportados, e ficando substancialmente aquém das previsões de 78 mil vagas adicionadas. Trata-se de uma reversão acentuada de curso em relação aos dados de emprego dos EUA amplamente melhores do que o esperado observados no início desta semana.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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